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Número voltou a subir: 43 mortos e 59 feridos no incêndio de Pedrógão Grande

Os números são assustadores e não param de aumentar. A ajuda espanhola já chegou e francesa está a caminho. O incêndio mantém quatro frentes ativas e está a mobilizar 687 operacionais, 224 viaturas e três máquinas de rasto. Os últimos dados de uma tragédia maior

O número de pessoas que morreram no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aumentou para 43, disse hoje o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. Mais recentemente, o primeiro-ministro António Costa atualizou o número de mortos para 61.

Em declarações à SIC, Jorge Gomes declarou ainda haver 59 feridos, 18 dos quais evacuados para hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto. Destes, cinco encontram-se em estado grave: quatro bombeiros e uma criança.

O secretário de Estado também revelou que a ajuda espanhola já chegou e que a francesa "está a caminho". Neste início de manhã, foram mobilizados 687 operacionais, 224 viaturas e três máquinas de rasto, e que os meios portugueses vão contar hoje com ajuda espanhola e francesa.

Jorge Gomes disse ainda que há no local seis técnicos do Instituto de Medicina Legal que, em conjunto com os do laboratório científico da Polícia Judiciária, estão a tentar apurar as causas do incêndio. Porém, sublinhou, é muito provável que as causas sejam naturais e se prendam com os fortes ventos que se fizeram sentir na região a partir das 18h de ontem.

"O incêndio começa como um incêndio normal, mas às 18h deu-se uma mudança inesperada, em que ventos muito fortes, em conjunto com trovoada seca, propagaram as chamas, tornando-as impossíveis de controlar", explicou o secretário de Estado, apelando à "calma" e pedindo para não tirar conclusões antes de os técnicos fazerem o seu papel.

Também a Segurança Social está já no terreno, prestando apoio psicológico às famílias das vítimas. "O importante é conseguirmos dar paz ap povo de Pedrógão e de Figueiró dos Vinhos, para que vivam o luto que toda a gente deve viver", disse Jorge Gomes.

Muitas das vítimas mortais foram encontradas em carros e quatro estavam numa outra área junto ao Itinerário Complementar (IC) 8. Outras três morreram por inalação de fumos, indicou o governante, em declarações aos jornalistas junto ao posto de comando, em Pedrógão Grande.

As chamas, que se alastraram aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, mantêm quatro frentes ativas, duas delas com "extrema violência". Ontem, o primeiro-ministro António Costa chamou-lhe "a maior tragédia de vidas humanas que temos visto em Portugal nos últimos tempos".