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Ministra diz que há pessoas a resistir às chamas e a desrespeitar ordens das autoridades. “Não o façam”

Marcos Borga

Constança Urbano de Sousa diz que é essencial que as pessoas sejam colocadas em segurança. “Apelo aos cidadãos que sigam as ordens e orientações das autoridades no terreno”

Há pessoas nas localidades afetadas pelos incêndios que tentam resistir às chamas e desrespeitar as ordens das autoridades. “Não o façam.” Quem o disse foi a ministra da Administração Interna, esta tarde, em declarações aos jornalistas.

“Neste momento a população não pode resistir às ordens das autoridades”, afirmou Constança Urbano de Sousa. “Apelo aos cidadãos que sigam as ordens e orientações das autoridades no terreno”, sejam ordens para saírem de casa ou qualquer outro tipo de orientações.

A ministra realçou que é preciso “salvaguardar a vida humana, em primeiro lugar” e “colocar as pessoas em segurança”.

Como tal, existem agora cinco pontos de atendimento e de apoio aos desalojados (que perderam a casa) e deslocados (que não conseguem chegar a casa) na sequência do incêndio.

Equipas de apoio psicossocial, da Segurança Social (SS) e de outras entidades, provenientes de Leiria, Coimbra e Santarém, foram destacadas para os centros operacionais na região, disse ao Expresso assessoria do Instituto de Segurança Social.

A Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pêra, o campo de futebol Alvelarense de Avelar, o gimnodesportivo de Figueiró dos Vinhos e os Bombeiros de Ansião estão a disponibilizar esse apoio.

O apoio ao nível do realojamento vai passar por encaminhamento das pessoas para “vagas existentes em IPSS, pensões e hotéis”, “acompanhamento psicológico de 1ª linha” e “benefícios sociais de emergência”, reforçou o Instituto de Segurança Social.

Foi também criada uma linha telefónica gratuita, a Linha Nacional de Emergência Social. Para pedir informações em relação aos tipos de apoios para desalojados basta marcar 144.

Notícia atualizada às 20h30