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Marcelo sobre a tragédia em Pedrógão Grande: “O que se fez foi o máximo que se podia fazer. Não era possível fazer mais”

PAULO CUNHA / EPA

Presidente da República deslocou-se ao local do incêndio que matou 24 pessoas e feriu 20 (os números foram entretanto atualizados para 62 mortos e dezenas de feridos). Marcelo diz que ele próprio testemunhou a “situação ímpar” que se vive no terreno

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Depois de se ter emocionado à chegada a Pedrógão Grande, num longo abraço emotivo ao secretário de Estado Jorge Gomes, o Presidente da República diz que o fogo trágico representa algo raramente visto no país. “É uma situação ímpar. Não é habitual no nosso país verificar-se o que se está a verificar. A palavra que quero deixar não é de desânimo, é de ânimo, confiança, solidariedade e conforto.” As declarações foram feitas quando o balanço apontava para 19 mortos, tendo subido para 62.

Perante os números da tragédia, e numa altura em que se discute as causas que provocaram a morte das vítimas mortais - uma grande parte perdeu a vida dentro dos seus carros, depois de apanhadas pelo fogo -, o Presidente foi taxativo: “O que se fez foi o máximo que se podia fazer. Não era possível fazer mais”.

Marcelo fez questão de “apresentar os sentimentos aos familiares das vítimas civis” e de manifestar apoio “àqueles bombeiros feridos e que naturalmente foram de alguma maneira atingidos durante o cumprimento da sua missão”. “Quero deixar uma palavra de gratidão a todos aqueles que fizeram e continuarão a fazer o melhor que podem”, acrescentou.

“Quando falo em todos falo nos bombeiros, Proteção Civil, GNR,o exército, segurança social e até falo dos pequenos e grandes gestos dos escuteiros. Há uma coragem e determinação perante elementos naturais infelizmente únicos: temperatura, vento, humidade nula, um conjunto de fatores que tornam difícil a tarefa destes heróis.”