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Marcelo: “O incêndio atingiu os portugueses de quem menos se fala”

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Em declarações ao país no dia em que o fogo que deflagrou no sábado continua ativo em algumas regiões e o perigo está longe de estar afastado, o Presidente da República pediu aos portugueses que “guardem no imediato” as interrogações, dúvidas e “sentimentos” sobre o incêndio que fez pelo menos 62 mortos, de acordo com o mais recente balanço do número de vítimas

Helena Bento

Jornalista

Marcelo Rebelo de Sousa não tem meias palavras para descrever o grave incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, distrito de Leiria. Trata-se, nas palavras do Presidente da República, “de uma tragédia quase sem precedentes na história do Portugal democrático”.

Em declarações ao país no dia em que o fogo continua ativo em algumas regiões e as situações de grande perigo estão longe de estar afastadas, o Presidente da República pediu aos portugueses que “guardem, no imediato, as interrogações que os angustiam sobre o incêndio”. “Sem os esquecermos, concentremos agora a nossa vontade no essencial: prosseguir o combate em curso, manter e alargar de forma ativa e consequente a nossa solidariedade a todos quantos sofreram e ainda sofrem a tragédia, demonstrando que nos instantes mais difíceis da nossa vida como nação, somos como um só, por Portugal”, afirmou.

Nas palavras do Presidente da República, este incêndio “atingiu os portugueses de quem menos se fala”, isto é, os idosos que vivem isolados” nas zonas rurais do país e que, por isso, são “mais difíceis de contactar, de proteger e de salvar”. Durante o seu discurso, Marcelo anunciou ainda o cancelamento, por parte do Presidente da Colômbia, da sua visita a Portugal, e agradeceu as palavras de apoio de figuras como o Papa Francisco, o Rei de Espanha, António Guterres, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, e os Presidentes de Cabo Verde, Alemanha, França, República Checa e Grécia, revelando também toda a sua gratidão para com os bombeiros que combatem as chamas, INEM, GNR, PJ, autarquias, estruturas sociais e “povo anónimo”.

“Uma só morte em tais circunstâncias é sempre uma tragédia. Tantas dezenas de mortes representam uma tragédia sem precedentes na história do Portugal democrático”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, manifestando-se solidário para com os familiares das vítimas de Pedrógão Grande e prometendo voltar para o terreno, para junto da população afetada, “já a partir de amanhã”. “Esta é uma hora de dor, mas também de combate, realojamento e garantias sociais e humanas”, acrescentou o Presidente da República.

Leia AQUI o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na íntegra.