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Costa corrige número de vítimas: são 61

Miguel A. Lopes/Lusa

Primeiro-ministro anunciou o encerramento, “por tempo indeterminado”, dos estabelecimentos de ensino nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Exames e provas de aferição vão ser também adiados, informou Costa

Helena Bento

Jornalista

Ao contrário do que foi avançado anteriormente, morreram pelo menos 61 pessoas (e não 62) no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, uma vez que um dos registos tinha sido duplicado, informou o primeiro-ministro António Costa.

Em declarações aos jornalistas este domingo à tarde, Costa anunciou também o encerramento, “por tempo indeterminado”, dos estabelecimentos de ensino nos concelhos de Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra. Alunos residentes nos concelhos em causa, independentemente da escola que frequentam, terão as suas provas de aferição e exames adiados. Novas provas serão marcadas na “devida altura” sem que os alunos saiam “prejudicados”, garantiu o primeiro-ministro.

Numa nota enviada à comunicação social, também este domingo à tarde, o Ministério da Educação diz estar em contacto com os diretores de Agrupamentos das escolas dos concelhos mais atingidos pelos incêndios. “Neste momento de pesar, é fundamental que as escolas se possam concentrar no acompanhamento aos alunos, professores e funcionários”. O ministério diz ainda lamentar “profundamente” a tragédia ocorrida na Região Centro, manifestando “sentido pesar e solidariedade com todos os afetados, nomeadamente as comunidades educativas”.

Nas suas declarações aos jornalistas, António Costa informou ainda que a situação no local “não está concluída” e que o incêndio se mantém ativo, uma vez que o vento “reacendeu algumas frentes”. Prossegue o trabalho dos bombeiros no sentido de encontrar eventuais vítimas nos locais afetados pelas chamas.

Questionado sobre a necessidade de haver um reforço dos meios aéreos, o primeiro-ministro respondeu que “os meios atuais” - isto é, os meios nacionais, com o apoio de Espanha e de França - “são ajustados às necessidades”. “Todos os meios disponíveis estão a ser mobilizados, quer a nível nacional, quer a nível internacional”. Também equipas da Polícia Judiciária e do Instituto Nacional de Medicina Legal continuam a trabalhar na identificação dos corpos e as Forças Armadas “estão a reforçar a sua presença em conjunto com batalhões quer da marina, quer do Exército, que se encontram a caminho do local”.