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Agueiros na costa, cuidados a dobrar

A Autoridade Marítima Nacional alertou esta manhã para a incidência de agueiros, ou correntes sem retorno, ao longo da costa portuguesa. São línguas de água misturada com areia cuja força pode arrastar um banhista desprevenido, arrastando-o para zonas mais afastadas da praia

Além dos cuidados a ter na prevenção dos efeitos do calor ou dos raios UV, quem hoje passar o dia na praia deverá ter em atenção um outro fator: os agueiros. O aviso foi feito esta manhã pela Autoridade Marítima Nacional (AMN), que diz ter verificado, ao longo da costa, um grande número destas "correntes sem retorno", imprevisíveis e mais fortes do que o normal, capazes de arrastar o banhista para zonas mais profundas e afastadas da praia.

Como saber que se está perante um agueiro? "Os agueiros podem ser identificados por uma 'mancha' ou 'língua' de água de cor acastanhada, em resultado da movimentação e da mistura da agua do mar com a areia do fundo, ao longo daquela faixa perpendicular à linha de costa", divulga o site da AMN. Aparecem junto dos molhes, formações rochosas ou simplesmente ao longo das praias. Nestes dias, a sua ocorrência tem aumentado devido aos ventos fortes.

Segundo a AMN, a força dos agueiros "pode causar a morte por afogamento", pelo que aconselha as pessoas a não entrar em pânico e a "não tentar vencer a corrente". O banhista "deve flutuar, acenar para pedir ajuda, e nadar lateralmente até deixar de se sentir o efeito da corrente. Depois, deve tentar sair calmamente da água num local afastado desta corrente", termina a AMN.