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Sociedade

Terroristas de Londres tentaram usar camião de 7,5 toneladas

Carl Court

Autores do atentado tentaram alugar um camião, mas por falha de dados do cartão de crédito, acabaram por recorrer a uma furgoneta. "As consequências podiam ter sido muito piores" e comparáveis ao sucedido em Nice, diz a polícia britânica que revelou pormenores do ataque, entre os quais o facto de os terroristas terem usado facas de cozinha, com lâminas em cerâmica e de 30 cm para matar na London Bridge

Uma semana após os atentados que causaram oito mortos e 48 feridos em Londres, a polícia britânica começou a revelar mais pormenores sobre o incidente, nomeadamente que, durante a manhã, os terroristas tentaram alugar um veículo de 7,5 toneladas, aparentemente para usar no ataque. Uma falha na altura de concretizar o pagamento por cartão de crédito terá levado a uma alteração dos planos dos terroristas, evitando a repetição de um ataque semelhante ao ocorrido no dia 14 de julho de 2016, em Nice, que vitimou 86 pessoas.

O chefe da unidade antiterrorista da Scottland Yard, Dean Haydon garantiu que foi Khhuram Butt, de 27 anos e tido pela polícia britânica como o líder do grupo terrorista, quem tentou alugar um camião pesado, na manhã do dia do atentado, Mas a falha no fornecimento de dados para o pagamento com cartão de crédito, acabaria por impedir o aluguer, optando depois os terroristas por alugar uma carrinha Renault, numa empresa de Harold Hill, Romford, no Leste de Londres. Segundo o responsável da polícia, a tragédia “poderia ter sido ainda pior” se o terrorista tivesse conseguido alugar o camião.

A investigação permitiu já desvendar muitos dos pormenores do atentado, que foram agora revelados pela polícia. Segundo o mesmo responsável, os terroristas dirigiram-se para a London Bridge às 21.58. Atravessaram por duas vezes a ponte na carrinha alugada e conduzida por Khhuram Butt, aparentemente para ganhar prática ou para reconhecimento do terreno. Traziam o peito coberto com garrafas de água envolvidas em fita metálica cinzenta, a fingir que se tratavam de bombas e foram descobertas no carro 13 garrafas de cocktail molotov.

A carrinha avançou sobre os transeuntes que circulavam numa das pontes sobre o Tamisa, atropelando três pessoas e projetando um turista francês para o rio. Os quatro acabariam por morrer, vítimas do atentado.

De seguida e depois de terem embatido nos railes de proteção da ponte, os terroristas sairam do veículo empunhando facas de 30 cm, que a polícia caracteriza como de cozinha e com lâminas de cerâmica. As armas estavam atadas aos pulsos dos atacantes com fitas de cabedal e foram usadas aleatoriamente contra as pessoas que passavam na rua. Na zona do Burrought Market e quando os terroristas se preparavam para atacar um jovem que passeava na rua, a polícia contra-atacou, matando os três jiadistas com um total de 46 balas.

Entre o alerta dado às autoridades e a neutralização dos terroristas passaram apenas oito minutos.