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Recluso que tinha fugido de Viseu detido em Espanha

O homem de 39 anos estava em fuga desde 7 de abril. As autoridades judiciais esperam, agora, que o recluso seja rapidamente extraditado para Portugal

O recluso de 39 anos de nacionalidade espanhola que no passado dia 7 de abril fugiu do Estabelecimento Prisional de Viseu foi capturado esta sexta-feira em Espanha. As autoridades judiciais esperam, agora, que António Ramirez Jimenez seja rapidamente extraditado para Portugal.

O homem iludiu os guardas do EP de Viseu, conseguindo, durante o período do recreio, escalar a rede laminada de segurança e desaparecer.

Na sequência desta fuga um guarda foi já alvo de um processo disciplina, tendo sido condenado a suspensão.

O inquérito aberto de imediato, a cargo do Serviço de Auditoria e Inspeção dos serviços prisionais – realizado por um procurador – foi concluído na semana passada.

As averiguações apuraram que no momento da fuga havia dois guardas a quem podia ser imputada responsabilidade: uma guarda e um guarda. Foi por volta das 17h, durante o período de recreio dos reclusos. A guarda estava escalada para olhar para o CCTV (sistema de videovigilância) – são turnos máximos de três horas – mas no momento da fuga não estava junto aos monitores e não ativou, por isso, o alarme.

O inspetor apurou, porém, que lhe tinha sida atribuída - durante o seu turno - outra tarefa, e não foi por negligência que se ausentou do seu posto. Por esse motivo, foi decidido não avançar, neste caso, para processo disciplinar.

A avaliação do guarda que se encontrava no pátio exterior, a vigiar o recreio, foi diferente. A fuga foi toda filmada e o visionamento das imagens permitiu reconstituir, ao segundo, a ocorrência. O recluso, que aguardava em preventiva o julgamento por tráfico de droga, foi-se aproximando lentamente do guarda, até passar por ele. Depois, nas suas costas, ainda esteve uns minutos a fazer exercício até que se dirigiu para o muro e decidiu saltá-lo, sem que o guarda se apercebesse sequer do movimento. Entre escalar a vedação e amassar a rede instalada no topo foram 27 segundos. Foi um outro guarda, que estacionava o carro no exterior, que alertou para a fuga, mas não foi possível travar o recluso.

O processo disciplinar, aberto e concluído em tempo recorde, decretou que o guarda fosse condenado a 60 dias de suspensão sem vencimento. Foi também determinado que nos momentos mais críticos, como o período de recreio e as visitas, seja obrigatória a presença de um guarda junto ao CCTV.

Este ano, foram detetadas 6 fugas, um número superior ao do ano passado (5 casos registados) e a 2015 (2 casos). Em parte incerta está apenas Joaquim Bitton Matos, o luso-israelita que fugiu da prisão de Caxias, a 19 de fevereiro.