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Ferreira Leite: marcar uma greve de professores para um dia de exames é “absolutamente inaceitável”

Antiga ministra da Educação criticou duramente os sindicatos dos professores por terem voltado a marcar uma greve em dia de exames nacionais para milhares de alunos

Manuela Ferreira Leite considera "absolutamente inaceitável" que as duas maiores estruturas sindicais representativas dos professores, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE) tenham apresentado pré-avisos de greve para 21 de junho, dia de exames para mais de 76 mil alunos do ensino secundário, segundo estatísticas provisórias divulgadas pelo Ministério da Educação.

No habitual espaço de comentário na TVI-24, a antiga ministra da Educação até começou por admitir que os professores "tenham algumas reivindicações", mas logo acrescentou que "sabem muito bem que não são adequadas ao momento atual, nem suscetíveis de serem satisfeitas".

"Em tantos dias que há para fazer greve escusava-se de utilizar pessoas mais vulneráveis", afirmou a antiga líder dos sociais-democratas numa clara alusão aos estudantes.

"Há outras coisa que me desagrada no meio disto", prosseguiu Ferreira Leite: "Os sindicatos sabem que não foi por acaso que marcaram a greve para esse dia. E a despeito disso, como [os sindicalistas] já não são crianças, cada um deve dar a cara a assumir rigorosamente as decisões que tomam".

"Eu aceitava mais facilmente que os sindicatos constituídos, não por crianças mas por pessoas crescidas que tivessem a coragem de dizer que iriam fazer greve no dia dos exames porque desta forma [ao afetar pais e alunos] exercem mais pressão sobre o Governo. Aquilo que mais critico é que não assumam isso", rematou.