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Três médicos constituídos arguidos em caso de fraudes ao SNS

Em causa está a eventual prática de crimes de corrupção passiva e ativa, recebimento indevido de vantagem e branqueamento

Três médicos foram, esta terça-feira, constituídos arguidos por fraudes no Serviço Nacional de Saúde, no processo "O negativo", tendo a PJ realizado buscas em residências, gabinetes de contabilidade, consultórios médicos e Centros Hospitalares de Lisboa e Porto.

A PJ refere que estão a ser investigados factos relacionados com a obtenção, por meios ilícitos, de uma posição de domínio no fornecimento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) de produtos hemoderivados e plasma humano inativado.

Em causa estão a eventual prática de crimes de corrupção passiva e ativa, recebimento indevido de vantagem e branqueamento.

Os três médicos pertencem à especialidade de imunohemoterapia tinham responsabilidades nos concursos em investigação.

A Polícia Judiciária (PJ) adianta, em comunicado, que participaram nas diligências 50 elementos daquela polícia, três juízes de instrução e três procuradores do Departamento Central de Investigação e Ação penal.

No âmbito da investigação "O negativo", a PJ indica que já constituiu mais cinco arguidos, efetuou duas detenções e realizou 27 buscas e outras diligências de prova, algumas das quais na Suíça e Alemanha.