Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

“Um disparate ignorante”: Gilliam garante que nada foi destruído no Convento de Tomar

Num comentário no Facebook, o realizador garantiu que tudo foi respeitado e que nada foi estragado. “As pessoas deveriam começar por ter os factos antes de uivar histericamente”, escreveu

Terry Gilliam, mais conhecido pela sua participação nos célebres filmes dos Monty Python, garantiu: “as árvores não foram cortadas nem as pedras destruídas” no Convento de Cristo, em Tomar. Após ter publicado uma imagem no Facebook a marcar o fim das filmagens, o realizador de “O Homem que Matou D. Quixote” recebeu uma série de comentários indignados, que não deixou sem resposta.

“Vamos chamar-lhe um disparate ignorante. Acho o Convento de Cristo um dos edifícios mais gloriosos que alguma vez vi. Tudo o que foi feito foi para proteger o edifício… e fomos bem-sucedidos. As árvores não foram cortadas nem as pedras partidas. A fogueira foi inspirada pelas Las Fallas, em Valência. É um festival religioso em que todos os objetos negativos do ano anterior são sacrificados. Não houve nem um pouco de desrespeito. As pessoas deveriam começar por ter os factos antes de uivar histericamente”, escreveu o realizador em dois comentários à publicação.

Terry Gilliam esteve três semanas, em abril, no Convento de Cristo, em Tomar, a rodar o filme “O Homem que Matou D. Quixote”. Este domingo, a RTP avançou que, devido às gravações no local, ficaram danificadas, partidas, ou com arestas fraturadas pedras centenárias, foram cortadas pela raiz algumas árvores e que tinham sido partidas telhas e cantarias. A peça televisiva acrescentava ainda que foi feita uma fogueira com 20 metros de altura alimentada por mais de quarenta botijas de gás butano.

Tudo terá acontecido, segundo a estação pública, no Claustro da Hospedaria, perto da jóia do convento, a Janela Manuelina.

Ao Expresso, já esta segunda-feira, a Direção-Geral do Património Cultural confirmou, numa resposta escrita e conjunta com a diretora do monumento, Andreia Galvão, que “alguns eventos podem incluir artes de pirotecnia em locais considerados apropriados, desde que devidamente acompanhados por profissionais credenciados, por bombeiros e proteção civil”, dando como exemplo as filmagens de Terry Gilliam e as 45 garrafas de gás butano acumuladas no edifício. Na mesma nota, adiantou ainda que “houve quebra de quatro fragmentos pétreos e seis telhas partidas”.

A garantia, por parte do Convento de Cristo, é que “não houve as destruições que a reportagem da RTP pretende dizer que existiram”.