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#EscolaSemHomofobia. Alunos juntam-se em protesto

KIRILL KUDRYAVTSEV /AFP / Getty Images

Alunos de vários pontos do país juntam-se esta terça-feira numa marcha contra o preconceito homofóbico. A hashtag #EscolaSemHomofobia é a marca deste “Manifesto para o combate à homofobia nas Escolas Básicas e Secundárias em Portugal”, que conta com o apoio de Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda

A Associação de Estudantes da Escola Secundária Lima de Freitas, em Setúbal, lançou um "Manifesto para o combate à homofobia nas Escolas Básicas e Secundárias em Portugal: #EscolaSemHomofobia", iniciativa ao abrigo da qual se realiza esta terça-feira uma marcha pacífica de protesto.

A ideia surgiu na sequência do protesto ocorrido na Escola Secundária de Vagos, no distrito de Aveiro, onde os alunos quiseram demonstrar solidariedade com duas estudantes que foram "vítimas de preconceito e a quem foi dito que beijarem-se na Escola 'incomoda as pessoas' " , explica o manifesto.

O documento avança ainda que a Associação de Estudantes se sente representada "pela coragem que tiveram, mesmo quando a direção da escola reagiu chamando a polícia e ameaçando os alunos desta escola com processos disciplinares, oprimindo assim o direito à liberdade de expressão e ao protesto pacífico".

Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE), demonstrou a sua solidariedade com este movimento, através de um vídeo publicado na sua página no Facebook.

Esta segunda-feira ficou marcada por uma iniciativa de apoio e solidariedade, que passou pela partilha nas redes sociais de fotos ou publicações com o hashtag #EscolaSemHomofobia, uma vez que estes meios têm um grande impacto na sociedade.

Para esta terça-feira, às 18h, está agendada uma marcha pacífica de protesto, que terminará junto ao edifício do Ministério da Educação, em Lisboa. Em declarações ao Expresso, Diogo Mendes, presidente da associação de estudantes da Escola Secundária Lima de Freitas, diz que esta marcha tem um cariz reivindicativo, e pretende alertar o Ministério da Educação de que este é um assunto a ser abordado mais frequentemente nas escolas, de forma a alterar os comportamentos homofóbicos dos alunos.

Até ao momento a iniciativa já alcançou a Escola Secundária Lima de Freitas (Setúbal), Escola Secundária Mães D`Água (Amadora), Escola Secundária Rainha Dona Leonor (Lisboa), Escola Secundária António Sérgio (Vila Nova de Gaia) e Universidade de Leiria.

O movimento conta com a colaboração de várias entidades: Associações LGBT, Movimento Estudantil Democrático, AE de Lima de Freitas, Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (AEFLUP), Associação de Estudantes da Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto (AEFPCEUP). Do Funchal, a Força de Estudantes da Madeira.