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Redes sociais querem tornar-se “ambiente hostil” para os terroristas

© Dado Ruvic / Reuters

Comunicados do Facebook, Twitter e Google surgem na sequência das declarações da primeira-ministra britânica, que este domingo apontou o dedo às empresas tecnológicas: “Não podemos dar a esta ideologia [terrorista] um espaço seguro para crescer"

O Facebook quer transformar a sua rede social num “ambiente hostil” para os terroristas. O Twitter garante que “conteúdos terroristas não têm lugar” na sua plataforma. A Google diz estar empenhada em trabalhar com o Governo e ONG's para responder a este problema complexo.

Os comunicados do Facebook, Twitter e Google, que este domingo foram divulgados, surgem na sequência das declarações da primeira-ministra britânica após os ataques em Londres, que pediu uma reforma estratégica no combate ao terrorismo. Theresa May pediu este domingo às empresas tecnológicas um maior compromisso com a luta antiterrorista, nomeadamente através do encerramento de áreas da internet usadas pelos terroristas.

“Não podemos dar a esta ideologia [terrorista] um espaço seguro para crescer. É precisamente isso que a internet — e as grandes companhias que oferecem serviços online — estão a oferecer”, acusou na sua página de Facebook, no rescaldo dos ataques na cidade de Londres, nos quais três terroristas lançaram uma carrinha contra dezenas de pessoas e esfaquearam outras, nas zonas de London Bridge e Borough Market. Pelo menos sete pessoas foram mortas e 48 ficaram feridas, das quais 21 em estado crítico.

Em resposta, o Facebook emitiu um comunicado onde condena os ataques. Simon Milner, diretor de políticas da rede social, deixou uma garantia: “Nós queremos que o Facebook seja um ambiente hostil para terroristas.” Milner explica que, combinando tecnologia e revisão humana, o Facebook tem trabalhado “agressivamente para remover conteúdos terroristas” da plataforma. E acrescenta que entra em contacto com as autoridades assim que tem conhecimento “de uma emergência que envolva perigo imediato à segurança de alguém”.

Já o Twitter diz estar a trabalhar para combater a disseminação de propaganda militante na rede social. “Conteúdos terroristas não têm lugar no Twitter”, realçou em comunicado o chefe de políticas públicas da rede social no Reino Unido, Nick Pickles, adiantando que quase 400 mil perfis foram suspensos no segundo semestre de 2016. Já a Google garantiu estar empenhada a trabalhar com o Governo e ONG's para dar resposta a estes problemas e garantir que os terroristas não têm expressão na internet.

O apelo da primeira-ministra não é novo — May já tinha proposto anteriormente sanções às empresas que não removam conteúdo “ilegal” e a necessidade de uma maior regulação. Mas, para o Open Rights Group, a solução não deve passar por aí. Aumentar a regulação seria “uma resposta pobre e muito política, que não resolve o problema”. “A internet e o Facebook não são a causa do ódio e da violência, mas sim ferramentas das quais se pode abusar.”