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d.r.

É o SUV mais vendido em Portugal. Lançado em 2013, o Renault Captur depressa se tornou um sucesso. Quatro anos depois, a Renault atualiza o modelo. As mudanças passam em especial por melhores materiais e por mais tecnologia, até porque a concorrência é cada vez maior. O jornalista Rui Pedro Reis esteve em Copenhaga, onde o maior desafio é mesmo sobreviver entre milhares de bicicletas

Rui Pedro Reis/SIC em Copenhaga

Manhã cinzenta em Copenhaga. O cenário é o de sempre: as bicicletas batem os automóveis em número. Além disso têm prioridade. Para um condutor menos habituado, como é o caso, isso significa stress acrescido no meio do trânsito caótico da capital dinamarquesa. Assim que a cidade fica para trás, já é possível olhar com mais atenção para o novo Captur. As principais mudanças estão mesmo ali, à vista e ao toque. É que o interior do Captur era o ponto mais fraco do mais pequeno dos SUV da Renault.

Agora há melhores materiais. No painel de bordo os plásticos duros deram lugar a um forro almofadado, também utilizado nas portas dos lugares da frente. A consola central também foi redesenhada e a luz de cortesia está agora por cima do espelho retrovisor. Há também um pequeno espaço de arrumação logo por cima da consola central que vem complementar a já conhecida gaveta Easy Life com 11,5 litros de capacidade.

Destaque ainda para os novos estofos, onde é bem evidente a escolha cuidada de materiais e o manípulo da caixa de velocidades que é herdado do Megane. Mas não é só por dentro que há novidades. Por fora o Captur também está renovado. A grelha frontal foi redesenhada, assim como os para-choques dianteiro e traseiro. Há nova assinatura visual em forma de “C” nos faróis que são Full LED a partir da versão Exclusive. Em matéria de design há também novas jantes 17” e um teto em vidro, fixo, que é opcional.

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Crossover ou SUV, uma questão de moda

A discussão não tem uma resposta única. Há quem diga que o Captur é mais Crossover que SUV e há quem conclua que a fronteira é tão ténue que mais vale designá-lo como SUV e arrumar a questão. Seja como for, um dos argumentos de sucesso do Captur é a posição de condução elevada. O automóvel que partilha a plataforma do Clio, continua a agradar pela forma dinâmica como se comporta em ambiente urbano e pela estabilidade em autoestrada.

Neste primeiro contacto estavam disponíveis as motorizações TCe 120, a gasolina e dCi 110. Para já, destaque ao motor a gasolina. O já conhecido 1.2 com 120cv, que assenta como uma luva ao Captur. Com uma excelente resposta a baixas rotações, é muito linear, silencioso e os consumos só se tornam exagerados caso se carregue demasiado no acelerador. Este primeiro contacto acabou com um consumo de 6,5 litros aos 100km. Ou seja, um litro acima do valor anunciado.

O ambiente a bordo é confortável, a suspensão filtra bem pisos menos perfeitos e apenas a posição do volante ainda pede melhorias, já que é pouco vertical. Fora isso, o Captur passa no exame com distinção. Com os motores diesel a caminho de serem cada vez mais penalizados pela fiscalidade na Europa, os motores Energy dCi com 90cv ou 110cv, podem ainda ter expressão nas vendas em Portugal, onde o mercado tem ainda uma tendência para as motorizações a gasóleo.

Mas a escolha acertada é o motor Energy TCe, um bloco 1.2 Turbo muito interessante. A gama é completada por uma versão do mesmo motor com 90cv. Tanto o TCe 120 como o dCi 90 podem estar equipados com a caixa automática de 6 velocidades EDC.

Cada vez mais, os automóveis têm uma componente emocional muito forte e os técnicos de marketing sabem bem a importância de atribuir valores aos produtos, nomeadamente através das designações. Daí que a gama do Captur surja reestruturada.

A versão Sport passa a ser designada Zen. Depois há o nível de equipamento Exclusive, Exclusive Xmod e em estreia uma versão Initiale Paris, já com acabamentos que fazem o Captur parecer um automóvel com ares de Premium. O novo Renault Captur chega ao mercado português na primeira semana de Junho e os preços mantêm-se inalterados.