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Mexia, Manso Neto, João Conceição e Pedro Furtado são os quatro arguidos das buscas REN/EDP

Luís Barra

Os quatro gestores são suspeitos dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio. Investigação não está ainda encerrada, alerta o Ministério Público

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) acabou de publicar na sua página oficial os nomes dos quatro arguidos da investigação a negócios da REN e EDP. António Mexia, João Manso Neto, João Conceição e Pedro Furtado são os quatro suspeitos do caso.

No âmbito das rusgas realizadas esta sexta-feira nos escritórios em Lisboa da REN, da EDP e da consultora "The Boston Consulting Group" foi recolhida "vasta documentação e informação digital", anuncia o DCIAP.

O Expresso, tal como outros órgãos de comunicação social, já tinha avançado com os nomes de Mexia e de Manso Neto. Mas só agora, num segundo comunicado publicado esta sexta-feira pelo Ministério Público, ficou oficialmente conhecido que também João Conceição (administrador da REN e antigo consultor do ex-ministro Manuel Pinho) e Pedro Furtado (responsável da REN ligado à área de planeamento e controlo operacional) foram indiciados.

Segundos os procuradores do caso, estão em causa crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e participação económica em negócio. E o caso ainda não está encerrado, alerta o DCIAP.

O inquérito tem como objeto a investigação de factos subsequentes ao processo legislativo bem como aos procedimentos administrativos relativos à introdução no setor elétrico nacional dos Custos para Manutenção do Equilíbrio Contratual (CMEC). "Os designados CMEC são uma compensação relativa à cessação antecipada de contratos de aquisição de energia", explicou o DCIAP no primeiro comunicado desta sexta-feira.