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Lisboa perdeu para Oslo eleição da capital verde europeia

Foto Gonçalo Rosa da Silva

Esta foi a segunda fez que Lisboa concorreu. Capital norueguesa já o tinha feito três vezes

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O júri da Comissão Europeia atribuiu o galardão de capital verde europeia a Oslo. Lisboa estava entre as finalistas, mas acabou por ser preterida. O anúncio foi feito em Essen, na Alemanha, a atual capital verde da Europa.

A capital norueguesa concorreu três vezes e chegou três à final. Agora leva o prémio para casa, numa corrida que incluía - além de Lisboa - Gante (Bélgica), Lahti (Finlândia) e Talin (Estónia).

Até agora, nenhuma cidade vencedora conseguiu receber o galardão à primeira tentativa. O prémio, criado em 2008 pela Comissão Europeia, já foi atribuído a Estocolmo(Suécia), Hamburgo (Alemanha) Vitoria-Gasteiz (Espanha), Nantes (França), Copenhaga (Dinamarca), Bristol (Reino Unido), Liubliana (Eslovénia), Essen (Alemanha) e Nimega (Holanda), que vai erguer a bandeira verde em 2018, e agora a Oslo (Noruega), para 2019.

O galardão, atribuído pela Comissão Europeia a cidades com mais de 100 mil habitantes, reconhece o desenvolvimento de políticas que permitem proteger os recursos naturais e a biodiversidade, acelerar a transição para uma economia de baixo carbono, estimular o crescimento sustentável e garantir melhor qualidade de vida a quem nelas vive.

Esta foi a segunda vez que Lisboa concorreu à capital verde europeia e a “primeira vez que uma capital do Sul chegou à final deste prémio”, como recordou esta semana ao Expresso o vereador dos Espaços Verdes da Câmara, José Sá Fernandes.

Os cinco concorrentes que chegaram à final demonstraram perante um júri constituído por um painel de técnicos europeus que evoluíram nos últimos anos e que têm planos para ir mais além no futuro. Esta evolução é registada com base em 12 critérios: mitigação e adaptação às alterações climáticas; transportes locais; áreas verdes urbanas e uso sustentável da terra; natureza e biodiversidade; qualidade do ar ambiente; qualidade do ambiente acústico; gestão e produção de resíduos; gestão da água para uso público; tratamento de águas residuais urbanas; ecoinovação e emprego sustentável; performance energética; e gestão ambiental integrada.