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Portugal sobe ao 3.º lugar na lista dos países mais pacíficos

Portugal só fica atrás da Islândia (inamovível da liderança desde 2008) e da Nova Zelândia. Subida de duas posições foi determinada pela recuperação gradual da crise financeira, o que resultou numa maior estabilidade interna

A 11ª edição do Global Peace Index (GPI), líder em mediação de paz a nível mundial produzido pelo Institute for Economics and Peace (IEP), divulgou esta quinta-feira, dados que asseguram que o mundo se tornou um lugar mais pacífico em 2017. E Islândia, Nova Zelândia e Portugal são os três primeiros classificados da lista de países mais pacífica à escala global.

O relatório contém dados relativos a conflitos que se encontram a decorrer a nível interno e internacional, segurança em sociedade e o nível de militarização em 163 países e territórios. Para a avaliação foram tidos em conta 23 indicadores, incluindo níveis de militarização, insegurança, violência doméstica e instabilidade política.

Desde o ano passado, 93 países verificaram melhorias ao nível da paz, enquanto 68 pioraram. Ainda assim verifica-se uma melhoria da paz mundial. impulsionada pelos níveis mais baixos de terror patrocinados pelos Estados, menos execuções extrajudiciais e tortura, e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão.

De acordo com os dados divulgados, Portugal passa diretamente do 5.º lugar do ano passado para a 3.ª posição na lista dos países mais pacíficos do mundo. Esta subida foi determinada pela recuperação gradual da crise financeira, o que resultou numa estabilidade generalizada.

À frente de Portugal posicionaram-se a Islândia (líder desde 2008) e a Nova Zelândia. Em último lugar, sem grande surpresa e pelo quinto ano consecutivo, encontra-se a Síria, que com o Afeganistão, o Iraque, o Sudão e o Iémen compõe a lista dos últimos cinco classificados.

O crescimento de conflitos internos e o aumento do terrorismo e da criminalidade levaram os Estados Unidos a cair 22 lugares, para a 114.ª posição, o que fez com que o país registasse o maior declínio em termos de tranquilidade.

Steve Killelea, fundador e presidente-executivo da IEP, considera que “as condições subjacentes ao aumento da desigualdade, o aumento da corrupção e a menor liberdade de imprensa contribuíram para este declínio dos EUA, resultando também na diminuição global da paz na América do Norte."

Apesar do número global de mortes provocadas por atos de terrorismo ter decrescido 10% entre 2014 e 2015, p número de países com pessoas atingidas mortalmente vítimas de atentados disparou para um pico histórico de 23.

Killelea concluiu que "apesar deste ano estar a ser animador, o mundo ainda se encontra à mercê do conflito no Médio Oriente, da instabilidade política nos Estados Unidos, dos fluxos de refugiados e do terrorismo na Europa".