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Pai do menino que esteve desaparecido na Madeira condenado a 7 anos de prisão por crimes sexuais

Octávio Passos

Carlos Abreu foi condenado pelo crime de violação de uma jovem de 17 anos sob chantagem e por ter exibido os genitais a uma menor de 11 anos. Tribunal determinou ainda que o arguido fique proibido de trabalhar com crianças durante 10 anos e que terá de pagar uma indeminização de 1500 euros à criança

O Tribunal da Comarca da Madeira condenou, esta quarta-feira, o pai do menino que esteve desaparecido três dias, em 2014, na Calheta, a sete anos e seis meses de prisão por violação de uma jovem e abuso sexual de criança.

O arguido Carlos Abreu foi condenado a sete anos de prisão pelo crime de violação de uma jovem de 17 anos sob chantagem e a 10 meses pelo crime de abuso sexual de criança ao exibir os genitais a uma menor de 11 anos, tendo o Tribunal aplicado, em cúmulo jurídico, sete anos e seis meses de prisão.

O arguido ficou ainda proibido, depois de libertado, de trabalhar com crianças durante dez anos, vai ter o seu nome afixado na base de dados de pessoas que praticaram abusos sexuais e foi condenado ao pagamento de uma indemnização de 1.500 euros à criança.

Carlos Abreu, detido preventivamente desde agosto de 2016, vinha acusado de um crime de violação de uma jovem de 17 anos, ocorrido no edifício das piscinas municipais da Calheta, um concelho na zona oeste da ilha da Madeira, em maio de 2016.

De acordo com a acusação, Carlos Abreu trabalhava naquele local ao abrigo de um programa de ocupação destinado a desempregados e terá cometido o crime num cenário de chantagem depois de ter surpreendido a jovem em contactos íntimos com o namorado, ameaçando mostrar imagens à família e aos responsáveis da escola.

O arguido é também acusado de um outro crime de abuso sexual, ocorrido em agosto de 2015, num terreno para onde terá atraído uma menina com 11 anos residente no mesmo complexo onde vivia com os dois filhos, e lhe terá exibido os órgãos genitais e pedido à criança que fizesse o mesmo.

A criança fugiu e a família apresentou queixa na Polícia de Segurança Pública.

Devido à natureza sexual dos crimes e por estar envolvida uma vítima menor, o coletivo de juízes presidido por Filipe Câmara determinou que o julgamento decorresse "sem publicidade", à porta fechada.