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Malta Files: quem anda a usar Malta para pagar os impostos mais baixos da Europa

Sean Gallup/ Getty Images

Consórcio europeu de jornalismo de investigação EIC, de que o Expresso faz parte, obteve centenas de milhares de documentos que permitem identificar quem são os donos de mais de 50 mil companhias registadas em Malta, onde a taxa efetiva de imposto oferecida a não residentes é de 5%. Expresso publica este sábado no semanário vários artigos sobre os nomes portugueses encontrados nos documentos

Nos últimos três meses, o consórcio EIC (European Investigative Collaborations) analisou centenas de milhares de documentos que mostram como Malta gere um regime fiscal onde os não residentes pagam os impostos mais baixos da União Europeia. O projecto de investigação, baptizado de Malta Files, aborda o modo como milionários e grandes empresas criaram companhias naquele pequeno país do Mediterrâneo. O Expresso vai publicar este sábado no semanário vários artigos sobre os nomes portugueses encontrados nos documentos.

Na base dos Malta Files está uma fuga de informação, obtida pela revista alemã Der Spiegel, e que inclui uma versão melhorada do registo comercial de Malta obtida pelo media online The Black Sea, com mais de 50 mil companhias registadas entre 1965 e 196 em que é possível cruzar nomes de pessoas, nacionalidades e companhias a que estão associadas.

Além da Der Spiegel, do The Black Sea e do Expresso, estão envolvidos nos Malta Files outros parceiros do EIC: O L’Espresso em Itália, o El Mundo em Espanha, o Le Soir na Bélgica, a Mediapart em França, o Politiken na Dinamarca, a Newsweek na Sérvia, o Centro Romeno de Jornalismo de Investigação na Roménia, o Dagens Nyheter na Suécia, o NRC na Holanda, o Malta Today em Malta e The Incercept no Brasil e nos Estados Unidos.

Esta sexta-feira são publicadas os primeiros artigos, na “Spiegel”, no “El Mundo, no Mediapart no “The Black Sea”.