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Centro Nacional de Cibersegurança desativa o estado de alerta

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Coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança refere que nenhum organismo da administração pública foi afetado pelo ataque de “um nível sem precedentes” que afetou mais de 300.000 computadores em 150 países

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) desativou o estado de alerta três dias depois do ciberataque que não chegou a atingiu qualquer organismo da administração pública. Em declarações à Lusa, Pedro Veiga, coordenador CNCS, disse que "numa avaliação preliminar dentro da administração pública, os mecanismos estavam preparados".

O responsável adiantou que o centro pediu relatórios com descrições mais pormenorizadas a todos os organismos da administração pública, desde ministérios, universidades, a direções-gerais, entre outros. Pedro Veiga explicou também que o Centro Nacional de Cibersegurança distribuiu ao Ministério da Modernização Administrativa recomendações sobre os cuidados a ter na abertura de correio eletrónico.

"Porém, houve alguns ministérios que, de modo próprio, decidiram restringir a utilização de mails", disse Pedro veiga, frisando, contudo, que não se tratou de nenhuma orientação transmitida pelo centro.

O coordenador do centro ressalvou que o ciberataque mundial ocorreu numa sexta-feira, na qual o Governo decretou tolerância de ponto para a função pública devido à visita do papa a Fátima, o que poderá ter evitado uma situação mais grave. Funcionários dos serviços de informações dos Estados Unidos e especialistas do setor privado suspeitam que piratas informáticos de Pyongyang estão por detrás do ciberataque mundial que afetou cerca de 300 mil computadores, noticiou o jornal New York Times.

Entretanto, a empresa californiana de segurança informática Symantec identificou numa versão de 'WannaCry', o código dos ataques ao banco central do Bangladesh em 2016, a bancos polacos no início do ano ou à Sony Pictures Entertainment em retaliação pelo filme "The Interview", uma sátira do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O vírus 'WannaCry' propaga-se aproveitando uma vulnerabilidade do sistema operativo da Microsoft, detetada pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, cujos dados foram roubados em abril por piratas informáticos. O vírus limita ou impede aos utilizadores o acesso ao computador ou a ficheiros, exigindo ao proprietário um pagamento em troca de um código para resolver o problema.

O ataque afetou mais de 300.000 computadores em 150 países e foi de "um nível sem precedentes", admitiu a Europol.