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Renault afetada pelo cibertaque

© Srdjan Zivulovic / Reuters

A marca automóvel é a primeira instituição francesa a reconhecer danos da ação desencadeada na sexta-feira à escala mundial

O fabricante automóvel francês Renault admitiu neste sábado ter sofridos os efeitos da onda de ciberataques lançada na sexta-feira, que atingiu pelo menos 99 países em todo o mundo, incluindo Portugal.

"Fomos afetados", disse um porta-voz da direção do grupo à agência francesa AFP, acrescentando que a marca ainda está a analisar a situação. "Uma operação está em vigor desde a noite passada. É necessário combater este ataque" afirmou a mesma fonte.

A Renault é a primeira instituição francesa a reconhecer que teve problemas com o ciberataque.

O ataque informático de grandes dimensões à escala internacional atingiu principalmente empresas de telecomunicações e energia mas também a banca, segundo a multinacional de serviços tecnológicos Claranet.

Em Portugal, a empresa de energia EDP cortou os acessos à Internet da sua rede para prevenir eventuais ataques informáticos e garantiu que não foi registado qualquer problema.

Já a Portugal Telecom alertou os seus clientes para o vírus perigoso ('malware') a circular na Internet, pedindo aos utilizadores que tenham cautela na navegação na rede e na abertura de anexos no 'email'.

A PT Portugal ativou "todos os planos de segurança" contra um ataque informático a nível internacional e garante que a rede e os seus serviços "não foram afetados".

No campo da rede de saúde pública, como o Expresso revela na edição impressa deste sábado, sem que algum "serviço tenha sido afetado", foram tomadas medidas de "caráter preventivo" que deixam sem acesso à internet os centros de saúde, unidades de saúde familiar, administrações regionais de saúde e outras entidades dependentes do ministério da Saúde, com exceção dos hospitais. No caso específico destas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), apenas foi desligado o acesso ao e-mail. Idêntica medida foi tomada nos hospitais da CUF.

No Reino Unido foram reportados importantes problemas informáticos em Hospitais do serviço nacional de saúde.

Em Espanha, a multinacional de telecomunicações Telefónica foi obrigada a desligar os computadores da sua sede em Madrid, depois de detetar um vírus informático que bloqueou alguns equipamentos.

O tipo de vírus usado neste ataque à escala global habitualmente por correio eletrónico de "origem desconhecida", com um documento em anexo e que o utilizador abre, por engano.