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Família de refugiados iraquianos encontrou-se com o Papa em Fátima

Família foi recebida pelo Papa Francisco, um ano depois de um encontro num centro de refugiados em Roma que deixou o líder da Igreja Católico emocionado

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Uma família de refugiados iraquianos de origem palestiniana que vive na Batalha voltou a encontrar-se com o Papa Francisco. Desta vez em Fátima, nesta manhã de sábado na Casa de Nossa Senhora do Carmo, situada no coração do Santuário e onde o Sumo Pontífice pernoitou.

"Foi uma coincidência feliz este reencontro em Fátima", conta ao Expresso Paulo Batista Santos, presidente da Câmara da Batalha, uma das pessoas que ajudou a preparar e que também esteve presente neste breve encontro com o líder da Igreja católica.

Segundo o autarca, o Papa quis saber "se a família estava bem de saúde" e ficou a saber a mais recente novidade: "tinha nascido mais um bebé" desde a última vez que tinham estado juntos.

Esta família, constituída por oito pessoas, tinha conhecido o Papa num campo de refugiados, nos arredores de Roma. Esse encontro deu-se na Páscoa do ano passado, durante a cerimónia do 'lava pés'. Apesar de professarem a religião muçulmana, este grupo de refugiados é devoto de Nossa Senhora.

A história de vida destas oito pessoas emocionou o líder da Igreja Católica: a família fugiu da Palestina para o Iraque e, mais recentemente, da Síria para a ilha italiana de Lampedusa.

O autarca da Batalha assegura que o Papa Francisco deixou o compromisso de marcarem um terceiro encontro, em breve.

No encontro em Fátima, um pouco antes da santa missa no Santuário, também estiveram também presentes o primeiro-ministro António Costa e o ministro-adjunto Eduardo Cabrita.