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Sociedade

Costa diz que Estado respeita religião e não tem limitado modernização de valores

António Costa com Marcelo Rebelo de Sousa ontem à noite no Santuário de Fátima

Tiago Miranda

O primeiro-ministro defendeu este sábado que o Estado laico deve respeitar as confissões religiosas, e aquela que é maioritária em Portugal, ao mesmo tempo que não tem limitado a forma como legisla e tem “modernizado os valores da vida em sociedade”

O primeiro-ministro defendeu este sábado que o Estado laico deve respeitar as confissões religiosas, e aquela que é maioritária em Portugal, ao mesmo tempo que não tem limitado a forma como legisla e tem “modernizado os valores da vida em sociedade”.

António Costa afirmou, ainda, que foi num “sinal de respeito” que participou na sexta-feira na recitação do rosário, na procissão das velas e na eucaristia e que hoje voltará a participar nas cerimónias religiosas em Fátima.

“A visão que eu tenho de um Estado laico é um Estado que, obviamente, é independente na sua autodeterminação, mas que não pode nem deve ignorar quais são os sentimentos religiosos e que a religião é um fenómeno social e que, obviamente, em Portugal há claramente predominância de uma confissão”, sustentou, em declarações aos jornalistas após um encontro a sós com o papa Francisco, que termina hoje uma viagem apostólica a Fátima.

O primeiro-ministro argumentou que não tem sido pelo catolicismo predominante no país “que o Estado tem estado limitado na forma como legisla, na forma como tem modernizado os valores da vida em sociedade”.

“Do mesmo modo que não seria de modo algum aceitável que o Estado não só limitasse como não respeitasse profundamente a forma como a maioria dos portugueses vivem a sua religiosidade”, acrescentou. António Costa salientou a importância do convívio entre todos com respeito: “Acho que é respeitando-nos uns aos outros que nós fortalecemos a nossa democracia, que nós fortalecemos a nossa liberdade”.

“Em toda a nossa história sempre que alguém não respeitou as crenças e a liberdade de crença dos outros, as coisas não correram bem. Uma das grandes lições do nosso regime democrático foi ter sido capaz de reconciliar todos os portugueses independentemente das suas crenças, num respeito mútuo”, defendeu.