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Reportagem do Expresso premiada

Artigo de Luciana Leiderfarb sobre cinco descendentes da elite nazi foi distinguido com a segunda menção honrosa do Prémio Cáceres Monteiro

A reportagem “O nome do pai” da jornalista Luciana Leiderfarb, publicado na revista E do Expresso foi distinguida com a segunda menção honrosa do Prémio Cáceres Monteiro.

Neste trabalho, que poderá ler (ou reler) aqui, a jornalista entrevista cinco descendentes da elite nazi, “portadores de apelidos que de imediato relacionamos com o horror”.

“Sobreviveram ao seu nome sabendo que tal não é comparável a sobreviver a um campo de extermínio. E essa diferença radical determinou com frequência os seus percursos. Não é por acaso que Katrin Himmler estudou ciência política e se casou com um judeu, que Niklas Frank leva no casaco a fotografia do pai morto, que Bettina Göring decidiu esterilizar-se, que Rainer Höss se tornou ativista a tempo inteiro contra a extrema-direita, e que Horst von Wächter definiu como missão de vida limpar o nome do pai”, escreve Luciana Leiderfarb em “O nome do pai”.

Na edição deste ano do Prémio Cáceres Monteiro, o Expresso viu ainda ser reconhecida a excelência do jornalismo de dados do “2:59”, o vídeo publicado, em primeira mão, todas as quintas-feiras na edição do Diário e no dia seguinte no site do semanário do Grupo Impresa.

O prémio de jornalismo instituído em honra de Carlos Cáceres Monteiro (1948-2006), fundador da revista “Visão” e seu diretor até 2005, distinguiu ainda a reportagem “Angola, um pai rico com 20 milhões de pobres”, um trabalho da jornalista Susana André, com imagem de Carlos Morais, edição de Tiago Martins e grafismo de Luís Filipe Bispo, Marta Coelho e Cláudia Ganhão.

O júri do prémio que todos os anos distingue os melhores trabalhos publicados nos órgãos de comunicação social do Grupo Impresa, decidiu ainda atribuir uma primeira menção honrosa para o conjunto de trabalhos “E se fosse consigo?”, com coordenação e apresentação de Conceição Lino.