Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Como contornar os engarrafamentos durante a visita papal

Tiago Miranda

As cerimónias em Fátima podem congestionar as ligações norte-sul. Saiba como evitar as zonas mais críticas

Do ponto de vista rodoviário, a visita papal a Fátima funciona como um imenso gerador de tráfego, cujos efeitos se poderão sentir a dezenas de quilómetros de distância. Para quem viaje de norte para sul ou vice-versa durante a visita de Francisco a Fátima, aqui ficam algumas sugestões de itinerário, já que os caminhos mais óbvios poderão não ser os melhores.

Até à tarde de domingo, será melhor partir do princípio que dentro do quadrilátero Pombal-Marinha Grande-Torres Novas-Tomar a circulação será muito difícil. Em particular, o troço da A1 entre o nó de Torres Novas (km 94), o de Leiria (km 130) e, eventualmente o de Pombal (km 152) poderá estar sujeito a demora. O mesmo se diga do IC9 entre Tomar e Porto de Mós. E também da A8 entre o nó de Leiria da A17 e o nó de ligação à A1. Finalmente, também o IC1 (estrada Lisboa-Porto) poderá ter problemas entre Porto de Mós e Leiria (tal como a A19 que lhe é paralela nesse troço) ou entre esta cidade e Pombal.

A melhor forma de contornar estes congestionamentos na viagem Lisboa-Porto é circular pela A8 e A17. Pode retomar a A1 em Pombal através do IC8 ou continuar pela A17 e A29 até Aveiro e Porto. O único senão deste itinerário são os pórticos de portagem entre Mira e as proximidades de Gaia, que tornam a parte mais a norte da viagem mais cara do que pela A1.

Eventualmente, na sexta-feira, por ocasião da aterragem do avião papal na Base Aérea de Monte Real (16h), poderá haver trânsito intenso na A8 e A17 entre Marinha Grande e Monte Real, muito embora o Papa siga de helicóptero para Fátima e não por via terrestre.

Se viaja entre Lisboa e Castelo Branco, Guarda ou mesmo Viseu utilize a A23 (e A25), não obstante o tarifário dos pórticos ser mais caro que o das autoestradas com portagens físicas. Como a A23 deriva da A1 no nó de Torres Novas (km 94), não é impossível que o congestionamento de trânsito em Fátima chegue até aqui. Se vem de sul, esteja atento às informações de tráfego nos painéis da A1 ou na rádio e, dando-se o caso referido, “fuja” para a A8 logo no nó de Santarém, utilizando a A15. Neste mesmo nó da A1, pode fazer outra coisa que é contornar a capital ribatejana, transpor o Tejo pela Ponte Salgueiro Maia e virar para Almeirim, Alpiarça e Entroncamento pela N118 e N243, apanhando a A23 no nó do Entroncamento. Este itinerário por estrada nacional e com muitas travessias de localidades é, naturalmente, muito mais lento.

Se vier de norte para sul pela A1 e as informações de trânsito alertarem para congestionamento, pode sair no nó de Pombal para o IC8 e ir apanhar a A17 ao Louriçal, continuando pela A8 até Lisboa. Na hipótese remota de também haver problemas na A8, no nó de Pombal pode seguir outro caminho que consiste em sair da A1 e tomar o IC8 para leste (direcção Castelo Branco) até ao nó de Avelar (Ansião) onde há o entroncamento com a A13. Entre nesta autoestrada para sul, direção Tomar (conflui com a A23 no Entroncamento).

Entre Coimbra e Tomar (melhor dizendo nó do Entroncamento da A23), existe uma alternativa interessante e quase certamente desimpedida (pese embora a possibilidade de algum tráfego entre Entroncamento e Tomar) que é a A13. Esta tem ligações à A1 e ao IC2 em Ansião (20 km a leste de Pombal), Condeixa e Coimbra, dando igualmente acesso por via rápida à Lousã. Tem pórticos, logo o custo por quilómetro é mais desfavorável.

De uma forma geral, informe-se sobre o estado do trânsito antes de iniciar a viagem e mantenha-se atento aos painéis da autoestrada e às informações da rádio. Algumas aplicações gratuitas para smartphones (como a Waze) dão em tempo praticamente real informações sobre o estado do trânsito, referindo nomeadamente acidentes, engarrafamentos, etc.