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Ferreira Leite solidária com os médicos em greve

Comentadora da TVI lembrou que o sector da saúde foi o mais afetado pelas políticas seguidas durante a troika

Manuela Ferreira Leite manifestou-se solidária com os médicos que esta quarta e quinta-feira estiveram em greve. Sem entrar em detalhe nas razões deste protesto, a antiga líder do PSD lembrou que o sector da saúde foi o mais afetado pelas políticas seguidas durante o período da troika.

“Se há um sector que foi muito abalado pela troika, foi o da saúde. Foram tomadas medidas de forma mais ou menos cega e de tal forma violentas que levaram a um abandono maciço de médicos e enfermeiros do sector público”, disse Manuela Ferreira Leite no habitual espaço de comentário na TVI-24.

“O setor da saúde foi aquele que mais sofreu com a política que foi seguida com a troika tendo sido afetado, não só pelos cortes nos salários mas sobretudo pelo desinvestimento em equipamentos e infraestruturas”, acrescentou.

Esta quinta-feira, em entrevista à TVI, o ministro da Saúde também admitiu que as reivindicações que levaram à greve nacional dos médicos são quase todas “muito legítimas”.

No entanto, o governante indicou que “não é possível fazer tudo por todos ao mesmo tempo” dizendo que estava disponível para continuar a trabalhar já na próxima semana com os sindicatos.

Limitação do trabalho suplementar a 150 horas anuais, em vez das atuais 200, imposição de um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência e diminuição do número de utentes por médico de família são algumas das reivindicações sindicais.

Os sindicatos também querem a reposição do pagamento de 100% das horas extra, que recebem desde 2012 com um corte de 50%. Exigem a reversão do pagamento dos 50% com retroatividade a janeiro deste ano.