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Cofina perde edição portuguesa da revista “Vogue”

Dona do “Correio da Manhã” decidiu não renovar o licenciamento do grupo Condé Nast para continuar a publicar a edição portuguesa da “Vogue”. Revista de moda vai passar para a editora Light House, que já detém a “GQ” portuguesa

O grupo Cofina vai deixar de ter os direitos para a publicação da edição portuguesa da revista "Vogue". A informação foi confirmada ao Expresso por fonte da empresa, que revelou que a Cofina decidiu não renovar o licenciamento para Portugal junto da dona do título, a Condé Nast.

Assim, a Cofina irá assegurar a edição portuguesa da "Vogue" apenas até ao número de setembro, que chega às bancas em agosto. Mas a revista não irá desaparecer do mercado português depois disso: a editora Light House – que já garantiu há dois anos os direitos da edição portuguesa da revista "GQ" – assegurou entretanto o licenciamento do título para o mercado português para os próximos cinco anos.

Na origem da decisão da Cofina – que coloca assim ponto final a 15 anos de "Vogue" portuguesa com a sua chancela – terá estado o valor exigido por este licenciamento, que a dona do "Correio da Manhã" considerou demasiado alto para a realidade do mercado português, nomeadamente numa altura em que o grupo está em processo de reestruturação interna e de redução de custos.

Ao Expresso, os administradores da Light House, José Santana e Sofia Lucas, confirmaram apenas ter já chegado a acordo com a Condé Nast e remeteram para a próxima semana a divulgação de mais novidades sobre o projecto que estão a desenvolver para renovar a edição portuguesa da "Vogue".

Sem comentarem os valores envolvidos no licenciamento da "Vogue", José Santana e Sofia Lucas garantiram apenas que "o trabalho já desenvolvido com a edição portuguesa da GQ tem sido apreciado pela Condé Nast" e que esse factor terá pesado nas negociações sobre a revista de moda até agora explorada pela Cofina.

Por definir está também se as cerca de 15 pessoas que integram a atual estrutura editorial da revista na Cofina serão integradas noutros projetos do grupo ou se serão convidadas a rescindir os seus vínculos contratuais com a empresa. Sendo que não está colocada de parte, pelos administradores da Light House, a integração de alguns dos atuais funcionários da "Vogue" portuguesa na próxima fase do projeto.

(Notícia atualizada às 12h45 com confirmação da Light House sobre o acordo com a Condé Nast)