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Papa grava vídeo para os portugueses: “Preciso de vocês comigo”

“Querido povo português, faltam poucos dias para a minha e vossa peregrinação até junto de Nossa Senhora de Fátima”. Assim começa a mensagem que o Papa Francisco dirigiu esta quarta-feira aos portugueses que aguardam com “feliz expectativa” a sua chegada a Fátima, dentro de dois dias, para o culminar de um “centenário de momentos abençoados”. Num vídeo de quatro minutos em que fala português, Francisco dirige-se aos seus anfitriões para elogiar tanto a “compreensão” das autoridades como a “intensa oração” dos fiéis: “Agradeço a vós as orações e sacrifícios que diariamente ofereceis por mim, e de que muito preciso, pois sou um pecador entre pecadores”

  • O mundo precisa de um Papa?

    Verdadeiramente, o que se está a perguntar é se o mundo precisa de um pai. Não há dúvidas que a figura do pai precisa de ser recuperada. A sua autoridade não tem de ser a da severidade e intransigência da lei, mas a do exemplo e da confiança. O pai não tem de ser a personagem punitiva que nos rege pela culpa, mas aquele que nos inspira pela sua coragem e misericórdia. O mundo pode amar o Papa Bergoglio por muitas razões, mas talvez a mais decisiva, a que mais nos comove e transforma, é sentirmos ao escutá-lo que estamos a escutar um pai. E infelizmente o mundo não tem tantos assim

  • O que fazemos ao orar, meus filhos, é empurrar um anjo contra a realidade: um conto de Afonso Cruz

    “Entre o toque e o não toque, meus filhos, entre o ser e o não ser há um espaço imensuravelmente pequeno, mas cujo resultado é infinitamente grande. É aqui, nestes interstícios que fazem a fronteira entre o que existe e o que não existe, que os anjos trabalham, e é por isso que não são detetados, nem pelo olho mais perspicaz. O que fazemos ao orar, meus filhos, é empurrar um anjo contra a realidade. Neste caso, podemos empurrá-lo para que algo exista ou para que algo não exista, para a desgraça ou para o milagre.” Nesta semana que antecede a visita do Papa, iniciamos a publicação diária de conteúdos especiais. Começamos com um conto do escritor Afonso Cruz