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Associação Sócio-Profissional da GNR espera que detenção efetuada por militar nas Finanças “mereça público louvor”

Após o impacto com a divulgação do vídeo em que um cidadão, que protestava contra os serviços da Repartição de Finanças no Montijo, surge a ser imobilizado até ficar inconsciente por um guarda da GNR à civil, que posteriormente o deteve, foi anunciada a abertura de um inquérito. A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda pronunciou-se e exige uma “investigação sem preconceitos”

“A ASPIG espera que o ato alegadamente praticado pelo militar não tenha extravasado os limites legais e que a sua conduta, atendendo à sua determinação em fazer valer os direitos dos cidadãos, mereça, isso sim, público louvor”, refere o comunicado da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) sobre o inquérito que a GNR vai levar a cabo sobre a detenção efetuada na Repartição de Finanças no Montijo.

A GNR anunciou que vai abrir um processo de inquérito para averiguar as circunstâncias da detenção, após o caso ter sido tornado público pelo próprio envolvido, que fez um vídeo para as redes sociais a informar que estava na Repartição de Finanças para resolver questões relacionadas com o IRS.

No vídeo, é possível ver um elemento da GNR, que estava à civil, a imobilizar o indivíduo pelo pescoço. O indivíduo acaba por ficar inconsciente e é posteriormente detido.

“A Guarda Nacional Republicana confirma a detenção de um cidadão que se encontrava com uma atitude imprópria e ofensiva para com os funcionários de uma Repartição de Finanças no Montijo”, refere a GNR em comunicado.

As autoridades acrescentam que perante as circunstâncias presenciadas nas imagens difundidas, foi decidido abrir um processo de inquérito, a fim de “averiguar as circunstâncias da detenção do cidadão, para apuramento de eventuais responsabilidades”.

“Esperamos que as alegadas agressões sobre um cidadão brasileiro, por parte de um militar da GNR, na repartição de finanças do Montijo, sejam investigadas sem preconceitos e à luz de uma isenta interpretação da Lei”, refere por seu turno a ASPIG em comunicado enviado à Lusa.

A associação defende que os militares da GNR, em serviço ou à civil, são “obrigados a recorrerem ao uso da força quando se revele legítimo, necessário, adequado e proporcional ao objetivo visado”.