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Sociedade

Procuradoria-Geral da República admite bloquear links do jogo Baleia Azul

Foram abertos três inquéritos relacionados com o jogo que está a preocupar autoridades de todo o mundo

O jogo “Baleia Azul”, que incentiva a automutilação e o suicídio entre os jovens, já levou à abertura de três inquéritos por parte do Ministério Público. “Correm termos nas comarcas de Setúbal, Portalegre e Faro”, adianta uma nota da Procuradoria-Geral da República.

O Ministério Público garante que está a acompanhar os casos e não deixará de avaliar “todas as medidas processuais adequadas previstas na lei do cibercrime, incluindo a de bloqueio de links”.

As origens do “Baleia Azul” não são claras mas terá começado numa rede social da Rússia, onde suicídios de mais de uma centena de jovens podem estar relacionados com o jogo. No Brasil, o jogo também está a preocupar as autoridades, com vários jovens a aderirem ao desafio.

Os jovens são compelidos a seguir os 50 passos do jogo, provando que completaram cada desafio com fotografias que enviam ao curador, a pessoa que o incita, que lhe envia filmes de terror e músicas psicadélicas para ouvir de madrugada. Em páginas na internet há milhares de fotografias e vídeos sobre os desafios e outras tantas referências nas redes sociais.

O jogo começará com o desafio de a pessoa escrever "F57" na palma da mão, com uma faca, enviando de seguida uma fotografia ao curador. Na rede social Twitter são milhares também as referências que aparecem quando se escreve "F57".

Os desafios incluem acordar às 4h20 e subir a um telhado ou uma ponte, cortar os lábios e falar com outros jogadores. O desafio 50 (o último de 50 dias) é o suicídio, da forma que o curador indicar.

O curador pode ser acusado do crime de incentivo ao suicídio (artigo 135 do Código Penal) e punido com pena de prisão de um a cinco anos.