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“Os trabalhadores têm de ter um bom patrão e esse patrão é o Estado”

ESTELA SILVA / LUSA

O secretário-geral da UGT declarou esta tarde, nas comemorações do 1º de Maio, que a defesa dos direitos da função pública é a grande bandeira da UGT para os próximos anos. E deixou um aviso ao Governo: em 2019, o salário mínimo nacional deverá ser de 600 euros. “Esperamos que o Governo cumpra o seu compromisso”

“Não pode haver trabalhadores na administração pública a fazer um trabalho de excelência sem motivação.” Foi assim, com os olhos postos na função pública, que o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT) sublinhou uma das lutas daquele organismo para os próximos anos. “Os trabalhadores têm de ter um bom patrão e esse patrão é o Estado.”

Carlos Silva discursava esta tarde nas comemorações do Dia do Trabalhador, em Viana do Castelo. Sob o lema “Crescimento, Emprego, Mais Justiça Social”, as comemorações do 1º de Maio juntaram sindicalistas e cerca de dois mil trabalhadores na luta pelos seus direitos. “O 1º de Maio é um grito de insubmissão da UGT e dos seus trabalhadores”, reforçou o secretário-geral da UGT.

“Nós não queremos trabalhadores a trabalhar até à exaustão: 40 anos de carreira e 60 anos de idade é mais do que tempo para estes terem uma carreira condigna”, adiantou o sindicalista.

Sobre a possibilidade de uma greve geral, referida este domingo pelo líder da CGTP Arménio Carlos, Carlos Silva sublinhou que este cenário não está afastado, especialmente se o Governo não cumprir o que prometeu relativamente ao salário mínimo nacional. “Não aceitamos que só haja aumentos salariais em 2020. Dez anos sem aumentos salariais é uma barbaridade e, acima de tudo, uma grande injustiça, que leva os trabalhadores da administração pública à indignação. Se tiverem de ir para a greve, nós acompanharemos e estaremos lá”, disse, acrescentando que em 2019 o salário mínimo deverá ser de 600 euros. “Esperamos que o Governo cumpra o seu compromisso, porque está escrito no seu programa. Em 2019, queremos os 600 euros.”

Acompanhado pelos gritos dos portugueses (“UGT, UGT, UGT”), Carlos Silva volta a referir a necessidade de valorização do interior do país, defendida no último congresso. “O país não é só Lisboa. A UGT tem tido a capacidade de defender a valorização do interior, o crescimento e de dizer à população que, esteja onde estiver, cada português tem o direito de dar o seu contributo ao país.” E remata: “O interior tem o nosso apoio hoje e amanhã.”