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Arménio Carlos: “Eu nunca falei em greve geral, respondi apenas a uma pergunta”

Marcos Borga

O secretário-geral da CGTP desvaloriza as suas declarações ao Diário de Notícias e TSF sobre a possibilidade de convocar uma greve geral de trabalhadores, se o Governo “não virar à esquerda”. Para o sindicalista, é necessário “aumentar a participação da população nas ruas”, mas isso não significa necessariamente que vá convocar uma greve geral em breve

Durante as comemorações do 1º de Maio, esta tarde, em Lisboa, Arménio Carlos desvalorizou as suas declarações ao Diário de Notícias e TSF sobre a possibilidade de convocação de uma greve geral de trabalhadores, “se o Governo não virar à esquerda” nem der respostas em matéria de legislação laboral.

“Eu nunca falei em greve geral, respondi apenas a uma pergunta”, disse esta tarde o secretário-geral da CGTP, em declarações aos jornalistas.“Nós não abdicamos de nenhuma forma de luta.”

Para o sindicalista, é necessário “aumentar a participação da população nas ruas”, mas isso não significa necessariamente que vá convocar uma greve geral de trabalhadores em breve. “Convocar uma greve geral é como construir um edifício: primeiro são precisos caboucos, depois alicerces, depois outros elementos estruturais”, compara.

A negociação é a via para encontrar soluções, mas não é infalível, defende. “É possível? Vamos a isso. Não é possível, cada um faz o seu caminho.”

O sindicalista falava aos jornalistas durante o desfile da CGTP-IN de esta tarde pela avenida Almirante Reis, em Lisboa, com partida do Martim Moniz às 14h30. “A luta continua”, “Maio está na rua” e “Trabalho é um direito” foram alguns dos slogans que se fizeram ouvir esta segunda-feira.