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Ferro Rodrigues sublinha “humor e acutilância” de Brederode dos Santos

Luis Barra

Numa nota enviada ao Expresso, o presidente da Assembleia da República elogia os “textos magníficos” do cronista português em “defesa do avanço da democracia”

Helena Bento

Jornalista

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, manifestou o seu pesar pela morte de Nuno Brederode dos Santos, que faleceu este sábado de manhã, aos 73 anos, vítima de doença prolongada. Numa nota enviada ao Expresso, Ferro Rodrigues sublinha o “humor e acutilância” do cronista e elogia os seus “textos magníficos em defesa do avanço da democracia”.

Brederode dos Santos, “o maior de todos os amigos de Jorge Sampaio”, foi “uma pessoa fundamental entre as gerações estudantis de 1962 e 1969”, escreve ainda Ferro Rodrigues, numa nota em que expressa, “em seu nome e da Assembleia da República, as mais sentidas condolências a toda a família” do cronista português.

Nuno Brederode dos Santos morreu este sábado no Hospital dos Capuchos, em Lisboa, onde estava internado há duas semanas. O velório, que ainda não tem hora marcada, irá realizar-se no Museu da Cidade, no Campo Grande, seguindo depois para o Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Nascido em Lisboa em 14 de dezembro de 1944, ficou conhecido pelas suas crónicas no semanário Expresso, que escreveu ao longo de 17 anos e que lhe valeram o Prémio Gazeta Crónica, do Clube de Jornalistas, em 1990. Entre 2006 e 2009, escreveu para o “Diário de Notícias”.

Fez a sua vida profissional no Instituto de Participações do Estado, filiou-se no Partido Socialista em 1977 e foi conselheiro político do Presidente da República Jorge Sampaio, entre 1996 e 2006.

  • Morreu Nuno Brederode dos Santos

    Ficou conhecido pelas suas crónicas publicadas no Expresso, durante 17 anos, que lhe valeram a atribuição do Prémio Gazeta Crónica, do Clube de Jornalistas, em 1990

  • “Cavaco faz-me falta!”

    Esta foi a primeira entrevista dada por um dos homens mais estimulantes e enigmáticos da história da democracia portuguesa. Nuno Brederode Santos, na altura com 58 anos de idade, falecido este sábado aos 73 anos. Publicada originalmente a 1 de março de 2003, quebrou o silêncio a que o cronista se votou toda a vida, um silêncio determinante na construção das suas cumplicidades e do seu grau de influência