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Mais de 15 mil assinam petição contra abate de cão que atacou criança em Matosinhos

FRED DUFOUR/ Getty Images

A petição não visa “desconsiderar o ataque feito pelo cão”, mas defende que “os donos de animais que não cumprem a lei sejam devidamente punidos como estipulado pela lei”. Em 24 horas, o número de assinaturas duplicou

A petição contra o abate do cão de raça Rottweiler que na terça-feira atacou uma criança em Matosinhos regista esta sexta-feira mais de 15 mil assinaturas, quase duplicando em 24 horas.

A petição pública lançada na Internet com o objetivo de "impedir o abate do cão da raça Rottweiler", registava esta sexta-feira, às 18h20, 15.589 assinaturas, enquanto na quinta-feira, e pela mesma hora, registava 8.498 assinaturas, ou seja quase que duplicou em menos de 24 horas.

A petição não visa "desconsiderar o ataque feito pelo cão", mas defende que os donos de animais que não cumprem a lei sejam devidamente punidos como estipulado pela lei", lê-se no documento.

Na terça-feira, uma criança de quatro anos foi atacada por um cão de raça Rottweiler, em Matosinhos, tendo sido transportada para o Hospital de São João, no Porto, e submetida a uma cirurgia, encontrando-se estável.

Segundo informações prestadas quarta-feira pelo pai à Lusa, a criança está consciente e a mãe, já teve alta hospitalar, mas poderá ter de ser operada. O cão feriu ainda uma terceira pessoa, sem gravidade.

Mais do que abater o cão que atacou a criança, a petição informa que o que é "imprescindível" é que os donos dos animais sejam "responsáveis não só pelo bem-estar do animal", mas que também sejam "responsáveis no cumprimento do uso de trela em via pública para prevenir eventuais acidentes que ponham em risco outras pessoas (...) ou o próprio animal em questão".

A petição defende que o cão que atacou a criança seja "entregue ao cuidado de entidades/associações/ pessoas que se comprometam e se disponham a ajudar o animal a reabilitar-se, dando-lhe ajuda técnica positiva e especializada na sua reeducação e no seu comportamento".

Os donos de animais que não cumprem a lei devem, por outro lado, ser "devidamente punidos como estipulado pela lei", acrescenta a petição, referindo que qualquer pessoa tem o direito de frequentar espaços públicos sem se sentir incomodada pela presença de animais sem trela ou sem açaime".

A Lusa tentou contactar, via correio eletrónico, o autor da petição, mas não foi possível até ao momento obter resposta.