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Jornais do Uíge relatam morte de mulher com 115 anos

A família garante que a anciã angolana raramente permitia ser vista por um médico e que era adepta do “quifuto”, uma composição de medicamentos tradicionais com base em raízes e folhas

Uma mulher angolana presumivelmente com 115 anos de idade morreu na passada sexta-feira na província do Uíge, no norte de Angola, um caso raro de longevidade, conforme relato desta manhã na imprensa local.

Voca Paulina, que seria uma das mais velhas mulheres do mundo, vivia no bairro do Papelão, arredores da cidade do Uíge, e ainda ia regularmente à Igreja Evangélica Batista de Angola (IEBA), apesar das limitações de mobilidade e de estar cega.

Terá nascido, de acordo com os mesmos relatos, a 3 de março de 1902, e foi mãe por nove vezes, mas sete filhos já morreram. O registo aponta ainda para 21 netos e 25 bisnetos em 115 anos de vida.

A mulher nasceu mesmo antes da própria criação do posto militar português (em abril de 1917) que daria lugar à atual cidade de Uíge, capital de província e designada por Carmona ainda no período colonial, até 1975.

O período de guerra civil que em Angola, que só terminou em 2002, poderá ter dificultado a identificação internacional do caso de Voca Paulina como uma das mais velhas mulheres do mundo.

A família garante que a anciã raramente permitia ser vista por um médico e que era adepta do "quifuto", uma composição de medicamentos tradicionais com base em raízes e folhas.