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Marcha pela Ciência junta hoje em Lisboa investigadores, políticos e governantes

A marcha pela Ciência, que decorre este sábado a partir das 14h, entre o Largo de São Mamede e o Largo do Carmo, em Lisboa, visa sensibilizar a sociedade para a importância da ciência

Lisboa junta-se hoje a cerca de 500 cidades do mundo na Marcha pela Ciência, iniciativa que visa sensibilizar a sociedade para a importância da ciência e à qual se associaram, em Portugal, investigadores, políticos e governantes.

A marcha, que decorre, a partir das 14h, entre o Largo de São Mamede e o Largo do Carmo termina com uma Festa da Ciência, no Chiado, um espaço de debate e divulgação do trabalho feito por cientistas que trabalham em Portugal.

A investigadora Elvira Fortunato, 'mãe' do transístor de papel, justificou à Lusa a sua participação na marcha com a necessidade de passar "a mensagem de que a investigação científica é pertença de todos, e é para todos".

A diretora do CENIMAT – Centro de Investigação de Materiais e conselheira científica da Comissão Europeia assinalou que a "ciência e a tecnologia são os pilares do desenvolvimento de qualquer sociedade" e que "o investimento em ciência é um investimento no futuro, para que todos possam viver num mundo melhor".

Em Portugal, a iniciativa partiu de um grupo de cientistas que trabalham no país, que se associou a um movimento à escala global em defesa da ciência, após o novo governo norte-americano de Donald Trump ter ameaçado com cortes a entidades que fazem investigação.

O neurocientista Gil Costa, um dos organizadores da marcha, disse esta semana à Lusa que a ciência é um valor democrático, que faz melhores cidadãos, e que a comunidade científica não pode perder a solidariedade com o que acontece nos outros países, porque depende de colaboração internacional.

Os organizadores do evento, que se juntaram em fevereiro através da rede social Facebook, querem politizar os cientistas, levá-los a demonstrar aos políticos que é necessário manter financiamentos e políticas que promovam a investigação, e fazer com que os cidadãos em geral também pensem da mesma maneira.

O ministro da Ciência, Manuel Heitor, que considera que há falta de ativismo científico na Europa, inclusive de manifestações de cientistas a pedirem mais dinheiro para a investigação, anunciou que vai participar na marcha.

O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, é um dos oradores do comício no fim do trajeto da marcha, no Largo do Carmo.

A Marcha pela Ciência conta com o apoio da secretária de Estado da Ciência, Maria Fernanda Rollo, do cientista e deputado do PS Alexandre Quintanilha, do presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Paulo Ferrão, e da presidente da Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Rosalia Vargas, além de vários investigadores.