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Ministro da Saúde: “Acreditamos que estamos num processo de estabilização do surto de sarampo”

Adalberto Campos Fernandes diz que não pode ocorrer “alarmismo injustificado” e reitera estar montado um dispositivo para controlar o surto de sarampo nas próximas semanas

Adalberto Campos Fernandes disse esta quarta-feira que o surto de sarampo que grassa em Portugal está a entrar numa fase de estabilização, sublinhando que desde a passada sexta-feira não foi detetado nenhum caso.

“Estão confirmados 21 casos de sarampo e desde sexta-feira não há a ocorrência de mais nenhum caso. Acreditamos por isso que
estamos no início do processo de estabilização”, afirmou o ministro da Saúde em conferência de imprensa conjunta com o diretor-geral de Saúde, após a morte de uma jovem de 17 anos com o vírus.

“A fatalidade do caso desta noite deixa-nos muito tristes e em solidariedade com família. Mas tudo está a ser feito para que nas próximas semanas a situação esteja controlada e termos famílias num quadro de absoluta estabilidade emocional”, acrescentou Adalberto Campos Fernandes .

Insistindo que a vacinação é segura e eficaz, o governante transmitiu uma palavra de tranquilidade aos cidadãos reafirmando que o surto em Portugal está controlado, ao contrário de outros países europeus, nomeadamente a Itália. “A melhor resposta para o problema de saúde é a vacinação. É tempo de parar com opiniões e especulações sobre matéria científica”, advertiu.

Questionado sobre se a jovem tinha sido vacinada contra o sarampo, o ministro respondeu que não. “Não julgamos pais, não fazemos juízos de valor. Por vezes, por falta de informação, são levados a tomar as medidas erradas. Mas o valor da vacina é superior à vantagem individual”, insistiu.

Segundo Adalberto Campos Fernandes, os portugueses devem confiar no sistema de Saúde e na ciência. E numa altura em que se inicia o terceiro período letivo, o ministro manifestou também confiança no dispositivo no terreno, anunciando que a DGS vai dar apoio aos diretores escolares.

“O dispositivo está a funcionar, as autoridades da saúde estão a trabalhar, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação estão a trabalhar em conjunto para tranquilizar os pais. Não há razão para alarme”, reiterou.