Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Lançada petição pela obrigatoriedade das vacinas

Captura de ecrã

Dirigida ao ministro da Saúde, a petição considera estar em causa uma questão de saúde pública e defende ser necessário prevenir, para evitar o “retrocesso civilizacional”

Dirigida ao ministro da Saúde, foi esta quarta-feira lançada online uma petição pela obrigatoriedade das vacinas do Plano Nacional de Vacinação.

Criada pela jornalista Margarida Vaqueiro Lopes, que a defende como um “primeiro passo”, importante para que se fale do assunto de forma “serena e ponderada”, para não se cair em extremismos, a petição nasce da sua própria preocupação como mãe (de uma bebé com dez meses).

“Sempre achei que a vacinação do Plano Nacional era obrigatória. Fui-me apercebendo de que não era assim e o primeiro ‘choque’ aconteceu ao matricular a minha filha na primeira escola, onde me foi explicado que ela seria aceite mesmo que não estivesse vacinada”, explica Margarida ao Expresso.

O texto da petição sublinha que “a taxa de vacinação em Portugal é muito alta e que muitos dos casos que agora surgem de doenças para as quais já há vacinas não se prendem, directamente, com os movimentos antivacinação”, mas a ação é justificada pela necessidade de prevenção e por ser “cada vez mais importante alertar as pessoas para a necessidade de vacinar as crianças”.

Em causa, diz Margarida Vaqueiro Lopes e refere a petição, está uma matéria que tem a ver com saúde pública. Não queremos que exista um retrocesso civilizacional no que à evolução médica diz respeito”, pode ler-se: “Porque estas mesmas crianças não vacinadas andam nas mesmas escolas, porque essas mesmas crianças podem ser foco de infecção para quem tem um sistema imunitário fraco ou para quem não pode ser, de todo, vacinado”.

“Vimos pedir que seja pensada a obrigatoriedade da vacinação de todas as crianças – e apenas das vacinas que constam do Plano Nacional de Vacinação, que sabemos ser um dos mais robustos da Europa”, conclui o texto da petição.

Esta quarta-feira, o ministro da Saúde pronunciou-se contra a obrigatoriedade na administração de vacinas: “O proibicionismo não é a norma nos países mais desenvolvidos da Europa e em Portugal demonstrou que foi possível atingir níveis de sucesso e de exemplaridade num programa de vacinação sem medidas de autoritarismo social que nós entendemos que devem ser discutidas mas que não é este o momento para discuti-las”.