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Francisco George diz que há uma reserva estratégica de 200 mil vacinas

Diretor-geral da Saúde insiste que as crianças devem ser imunizadas e que não há falta de vacinas contra o sarampo. “Temos uma reserva estratégica confortável, muito acima das necessidades”, garante Francisco George

O diretor-geral de Saúde Francisco George afirmou esta manhã que o quadro do sarampo em Portugal não é grave quando comparado com outros países europeus e que a taxa de cobertura da vacina é superior a 96%.

“Não tememos uma epidemia de grande escala, a magnitude do nosso problema não é comparável com a de outros países. A nossa situação tem sido vista no exterior com inveja e é motivo de desejo por parte dos nossos homólogos, que não percebem como conseguimos em Portugal este nível de cobertura sem o estatuto obrigatório da vacina ”, declarou Francisco George, em conferência de imprensa, esta manhã.

O responsável sublinhou que todos os cidadãos têm possibilidade de serem protegidos e insistiu que as crianças em idade pré-escolar e escolar devem ser imunizadas. “Não há falta de vacinas contra o sarampo. Temos uma reserva estratégica confortável de 200 mil vacinas, muito acima das necessidades”, garantiu.

Francisco George explicou que as pessoas com mais de 40 anos devem ter anticorpos e que os menores de 40 anos estão protegidos pela vacina, frisando que não há motivos para alarme social. “O sarampo só existe em doentes. Só doentes têm o vírus do sarampo. Para circular é preciso encontrar terreno favorável e nós não temos terreno favorável”.

“Não vamos ter um grande problema, mas temos um problema que não pode ser ignorado. Estamos a trabalhar desde o início deste processo, em conjunto com o Ministério da Educação e as agências centrais do Ministério da Saúde na perspetiva de controlar e evitar um cenário pior”, concluiu.