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Como as Instagram Stories esmagaram o Snapchat em menos de um ano

Pode dizer-se e pensar-se o que se quiser sobre a política do Facebook de implementar as Stories em todas as suas plataformas com o objetivo claro de esmagar o Snapchat, mas no único e indiscutível “lugar” onde interessava que as mesmas triunfassem a operação resultou e de que maneira

Martim Mariano

Em agosto de 2016, o Facebook lançou no Instagram as Stories, que tiveram uma adesão massiva e imediata. Agora, sensivelmente oito meses depois, estas ultrapassaram a barreira dos 200 milhões de utilizadores diários, que tanto podem ser pessoas que colocam um update no feed das histórias, ou alguém que vê a história de um dos seus amigos no carrossel de publicações que aparece na parte superior do ecrã do seu smartphone.

Este marco atingido pelo Instagram é mais um rombo no casco do Snapchat, que continua a manter-se entre os 150 e os 160 milhões de utilizadores diários.

Esta funcionalidade do Instagram, per se, tem agora mais utilizadores diários que o total do universo Snapchat, a app que deu vida às stories e a outras tantas coisas com que o Instagram conta na sua aplicação, e que agora se vê ultrapassada pelo concorrente direto e mais feroz.

Trata-se de mais uma batalha ganha pelo Facebook, o inimigo mortal do Snapchat na corrida à popularidade e notoriedade junto do público mais jovem, nomeadamente junto dos adolescentes. que estão a trocar o Snapchat pelo Instagram Stories e isso não pode significar nada de bom para Evan Spiegel e companhia.

Carl Court / Getty Images

Isto faz do feito do Instagram Stories algo ainda mais assinalável, se tivermos em linha de conta que do universo de 600 milhões de utilizadores do Instagram uma grande percentagem está a passar tempo, diariamente, nesta funcionalidade do Instagram.

Tudo isto ganha especial relevância numa altura em que estes gigantes das redes sociais estão em “guerra” total e constante pela captação e manutenção da atenção da geração Z, a geração que já é vista como a mais bem preparada de sempre, como explica este trabalho da Marta Gonçalves.

Por isso, as outras redes sociais que se cuidem porque nunca se sabe quando é que o Instagram vai copiar qualquer coisa e integrá-la na sua lista de funcionalidades.

O Pinterest parece mesmo o alvo mais recente e o facto é que o Instagram nem sequer se preocupa muito em disfarçar. A prova disso foi a mais recente introdução de mais features snapchatianas, como pretexto para celebrar a chegada aos 200 milhões de utilizadores diários.

Neste cenário, o importante não é saber quem inventou ou teve a ideia. Aos utilizadores isso pouco importa. O que lhes interessa é, de facto, saber onde – em que plataformas, entenda-se – e como é que os seus amigos estão a partilhar fotos, vídeos, a vida. Já o empirismo e a ética (ou a falta dela) que envolve a competição feroz e desmesurada entre as diversas empresas/redes sociais é coisa para analistas, teóricos, jornalistas, e para as marcas.

Ao Snapchat não resta muito mais do que lutar e reagir para não perder tudo aquilo que conquistou até aqui. Uma coisa é certa, estes números não desaparecem ao fim de 24 horas.

Fonte: The Verge