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Acidente de Tires: Marcelo estava próximo e entendeu que “devia ir” ao local

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O Presidente da República diz que as primeiras informações sobre a queda da aeronave apontavam para a possibilidade de existirem também habitações atingidas, pelo que, “estando ali ao lado”, entendeu “estar presente naquele momento”

O Presidente da República explicou que na segunda-feira estava próximo de Tires (Cascais), onde a queda de uma aeronave fez cinco mortos, e por esse motivo quis passar onde aconteceu uma tragédia que "podia ter sido muito pior".

"Estava próximo e as noticias que tinha eram, felizmente, por que depois não se confirmou, muito piores", declarou Marcelo Rebelo de Sousa, falando aos jornalistas esta terça-feira à margem de uma cerimónia em Lisboa.

O chefe de Estado acrescentou que teve informações na segunda-feira de que "habitações podiam ter sido atingidas também" na queda da aeronave.

"Temia-se isso e entendi que devia, estando ali ao lado, estar presente naquele momento que podia ter sido muito pior", prosseguiu, antes de endereçar os sentimentos a quem perdeu familiares e amigos no acidente.

Um comunicado do aeródromo municipal de Cascais, em Tires, informou que, pelas 11h05 de segunda-feira, "o voo de um operador privado, Symbios Orthopedic, envolvendo uma aeronave PA-31, que descolava de Cascais com destino a Marselha, com três passageiros e um tripulante a bordo, sofreu um acidente fora do espaço aeroportuário".

O bimotor Piper, modelo Cheyenne II, da empresa especializada em implantes ortopédicos, despenhou-se após percorrer cerca de dois quilómetros, no parque de descargas de um supermercado LIDL, numa densa área habitacional.

De acordo com uma fonte do setor aeronáutico, o piloto tinha nacionalidade suíça e os passageiros, duas mulheres e um homem, tinham nacionalidade francesa.
Além da tripulação, morreu também um homem que estava no local onde se despenhou a aeronave.

O Presidente da República passou pelo local para se inteirar das operações de socorro, que mobilizaram 128 operacionais e 47 viaturas.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) anunciou que vai publicar, no prazo de 30 dias, o relatório preliminar sobre a queda de uma aeronave em Tires.