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PJ do Porto apreende 32 quilos de cocaína em caixas de mandioca e chuchu

Judiciárias e Guardia Civil espanhola desmantelaram um grupo organizado de tráfico de estupefacientes que, através de uma empresa de fachada de importação de fruta, se preparava para fazer circular na Europa cocaína no valor de quase dois milhões de euros. Na operação foram detidos cinco estrangeiros, um em flagrante delito

Isabel Paulo

Uma investigação conjunta da Diretoria do Norte da Polícia Judiciária e da Guardia Civil espanhola deteve cinco homens indiciados por tráfico internacional de estupefacientes, operação que culminou com a apreensão de 32 quilos de cocaína, suficiente para pelo menos 160 mil doses individuais, num armazém nos arredores do Porto.

As embalagens de cocaína chegaram ao Porto de Leixões, quinta-feira, coladas em fundos falsos de caixas de mandioca e chuchu, importadas da Costa Rica em contentores frigoríficos. Em declarações aos jornalistas na instalações da PJ do Porto, Arnaldo Silva, coordenador da secção de Investigação Criminal de Tráfico de Estupefacientes da Diretoria do Norte, o grupo de detidos preparava-se para fazer circular na Europa a cocaína, utilizando para o efeito o circuito comercial de importação e exportação de fruta e produtos hortícolas.

O proprietário da empresa de fachada foi detido em flagrante delito num armazém arrendado nos arredores do Porto, onde a cocaína foi apreendida na operação de buscas da PJ, tendo sido presos no mesmo dia os outros quatro arguidos. Com idades compreendidas entre os 38 e os 50 anos, os detidos de nacionalidade estrangeiro começaram a ser inquiridos sábado no Tribunal de Investigação Criminal do Porto, aguardando no estabelecimento prisional da Judiciária as medidas de coação.

A investigação, além da equipa de combate ao crime organizado da Galiza, contou com a colaboração da Autoridade Tributária, através da Alfândega do Porto de Leixões. Arnaldo Silva adiantou que a investigação irá continuar, dado tratar-se de um grupo “que operava de forma altamente organizada” e já referenciados por tráfico internacional em diversos países, um deles nos EUA.

A PJ está convencida que esta seria a primeira operação do grupo em território nacional, sendo a quantidade de cocaína apreendida superior à apreendida ao longo do último ano.