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ANA: Greve parcial de seguranças não afeta voos nos aeroportos

O secretário-geral da CGTP Arménio Carlos faz uma intervenção durante um protesto de vigilantes e seguranças privados que trabalham nos aeroportos portugueses em frente ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, a 13 de abril de 2017.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Trabalhadores de empresas de vigilância e segurança privada dos aeroportos nacionais exigem revisão de salários e horários. Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil indica que na quinta-feira, primeiro dia de greve, houve uma adesão de 60% no aeroporto de Lisboa e de 50% na infraestrutura do Porto

A greve parcial dos trabalhadores das empresas de vigilância e segurança privada não está a afetar os voos nos aeroportos nacionais, disse à Lusa uma fonte da ANA - Aeroportos de Portugal.

Fonte da empresa gestora dos aeroportos portugueses, contactada pela Lusa, afirmou que “a greve não tem estado a afetar as operações nos aeroportos” e que “não se registaram nem atrasos nem cancelamentos devido à greve”. O segundo dia de greve parcial teve início às 4h00 e terminou às 6h00.

A Lusa tentou contactar o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação civil (SITAVA) para obter os dados deste segundo dia de paralisação, mas até às 8h30 não foi possível.

Na quinta-feira, primeiro dia de paralisação, o SITAVA indicou uma adesão de 60% no aeroporto de Lisboa e de 50% na infraestrutura do Porto.

A greve parcial dos trabalhadores de empresas de vigilância e segurança privada dos aeroportos nacionais começou na madrugada de quinta-feira para exigir revisão de salários e horários, e esperavam-se constrangimentos para os passageiros.

Convocada pelo SITAVA, a paralisação de cinco dias, que inclui o período da Páscoa, será feita durante duas horas diárias, no início dos turnos, e poderá levar a perturbações.

O SITAVA acusa as empresas de vigilância e segurança privada de não aceitarem rever os salários, congelados desde 2011, e de desregularem os horários de trabalho destes trabalhadores, estimados em mais de mil.

Por seu lado, a Associação de Empresas de Segurança lamentou a greve parcial e afirmou que as propostas do sindicato mostram-se “seriamente comprometedoras da sustentabilidade financeira das empresas”, ao implicarem um “incremento direto de custos superior a 30%, ameaçando, com isso, a destruição definitiva de emprego neste setor”.