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Sindicato diz que seguranças do aeroporto de Lisboa estão a ser “ameaçados” com processos disciplinares

reuters

Greve dos seguranças começou esta quinta-feira e prolonga-se até dia 17

O SITAVA afirma que os trabalhadores das empresas privadas de segurança e vigilância do aeroporto de Lisboa “estão a ser ameaçados” com processos disciplinares caso abandonem os seus postos de trabalho para participarem no plenário.

Em declarações à agência Lusa, Armando Costa, do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), informou que, “perante esta ilegalidade”, o sindicato já tentou apresentar queixa junto da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), mas sem sucesso.

“A resposta da ACT foi muito 'sui generis' porque nos disseram que não aceitam queixas por telefone e como não temos marcação também não poderemos fazer hoje presencialmente”, explicou o sindicalista, garantido que a realização do plenário constava do pré-aviso da greve parcial que se iniciou hoje e se prolonga até segunda-feira.

Armando Costa responsabilizou o Governo por esta “ilegalidade”, porque “ao decretar serviços mínimos beneficiou as empresas em prejuízo dos trabalhadores”.

O plenário, que deveria ter começado às 11h30 atrasou-se, depois de o sindicato ter - como disse Armando Costa - “dirimido as dificuldades de saída dos trabalhadores”. “A maioria dos trabalhadores sentiu-se ameaçada e com medo perante as ameaças de processo disciplinar e acusação de abandono do posto de trabalho”, sublinhou o sindicalista.

Durante a concentração de cerca de 40 trabalhadores à porta do Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, o sindicalista informou os jornalistas que a adesão neste primeiro dia de paralisação parcial foi “de 60% em Lisboa e cerca de 50% no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto”.

Armando Costa negou que tenha havido constrangimentos para os passageiros “até porque esse não era o objetivo”, precisando que a greve quer “chamar a atenção para a precariedade dos trabalhadores” e para o facto “de as empresas continuarem a não querer negociar com os trabalhadores em termos der salários e de horários”.

Os trabalhadores fazem ouvir os protestos utilizando ruidosamente apitos e alguns vestem 't-shirts' negras com as palavras “APA - Aeroportos em Luta. O secretário-geral e líder da CGTP, Arménio Carlos, deve associar-se à concentração cerca das 13 horas desta quinta-feira.