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Crimes de Aguiar da Beira: morreu a mulher que estava internada desde outubro

PAULO NOVAIS / Lusa

Liliana Pinto terá sido alvejada por Pedro Dias, suspeito de dois homicídios concretizados nesse dia e que andou um mês fugido das autoridades

A mulher que foi alvejada em Aguiar da Beira, Guarda, em 11 de outubro de 2016, num dia em que se registaram mais dois homicídios, morreu esta quarta-feira depois um longo período de internamento, disse à agência Lusa fonte hospitalar.

"Durante a manhã desta quarta-feira, o estado clínico da senhora dona Liliana Pinto agudizou-se, tendo a utente, que se encontrava internada nos Cuidados Paliativos do Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia, sido transferida para o Centro Hospital Tondela - Viseu onde faleceu", refere a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda em nota enviada à agência Lusa.

Liliana Pinto estava internada na Unidade de Cuidados Paliativos de Seia, que pertence à ULS da Guarda, depois de ter sido transferida do Hospital de Viseu onde foi assistida após ter sido baleada em Aguiar da Beira.

A mulher terá sido alvejada por Pedro Dias, suspeito de dois homicídios concretizados nesse dia e que andou um mês fugido das autoridades.

A 30 de março, foi anunciado que o Ministério Público da Guarda deduziu acusação contra Pedro Dias pela prática de dois crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, dois crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada e três crimes de sequestro.

O arguido suspeito da prática dos crimes de Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, foi ainda acusado de crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas.

O inquérito teve início em 11 de outubro de 2016, na sequência dos homicídios de um militar da GNR e de um cidadão residente em Trancoso, e das tentativas de homicídio de um outro militar da GNR e de uma cidadã também de Trancoso, que hoje morreu, sendo que estas duas vítimas e uma outra pessoa de Arouca foram ainda sujeitas a sequestro.

A mulher que hoje faleceu era esposa do cidadão residente no concelho de Trancoso, Guarda, que foi morto na madrugada do dia 11 de outubro do ano passado, nas proximidades de Aguiar da Beira. O casal viajava na mesma viatura.
O suspeito de um duplo homicídio em Aguiar da Beira foi presente ao tribunal da Guarda, para primeiro interrogatório, no dia 10 de novembro de 2016.

O homem entregou-se no dia 08 de novembro de 2016 à PJ, em Arouca, num ato testemunhado pela RTP e pelo Diário de Coimbra.

O primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação aconteceram 30 dias após os incidentes em Aguiar da Beira, que culminaram com a morte de duas pessoas, um deles um militar da GNR, e três feridos.

O suspeito estava desaparecido desde 11 de outubro, data em que dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. Um morreu e um outro ficou ferido.

O suspeito, de 44 anos, ficou em prisão preventiva na cadeia da Guarda, mas no dia 12 de novembro de 2016 foi transferido para a cadeia de alta segurança de Monsanto, em Lisboa.