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O melhor da turma

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A Kia continua o caminho de afirmação como uma aposta segura em todos os segmentos onde está presente. A marca sul coreana prepara-se para lançar uma ofensiva forte no segmento dos citadinos, com o novo Picanto. Os dados técnicos colocam o pequeno Kia como a referência entre os rivais. O jornalista Rui Pedro Reis foi para a cidade perceber se os números do Picanto se notam no terreno

Rui Pedro Reis/SIC

Já lá vai o tempo em que um citadino era um automóvel bom para ambiente urbano mas com grandes limitações ao nível do conforto e da habitabilidade. A aposta dos fabricantes em automóveis compactos e económicos fica provada pela existência de cerca de uma dezena de propostas, todas com perfis idênticos. Os citadinos deixaram de ser apenas propostas minimalistas e alargaram o conceito, com versões desportivas ou ao estilo crossover, personalizáveis e apontados a um público jovem e dinâmico.

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O tamanho conta

Se há segmento em que as proporções são determinantes, esse segmento é o dos citadinos. Por isso, a Kia optou por manter as proporções exteriores do Picanto, com 3,595 m de comprimento. Para melhorar as cotas de habitabilidade, aumentou a distância entre eixos, que agora é de 2,4m, mais 15mm que na versão anterior. A altura manteve-se nos 4,85m. Estes números colocam o Kia Picanto como o melhor do segmentos no espaço a bordo e também no espaço da bagageira que aumenta 25% para um total de 255. Assim, o Picanto destrona as referências do segmento que eram as propostas do grupo Volkswagen (Volkswagen Up, Seat Mii e Skoda Citigo) e, mais recentemente, o Hyundai i10. Por dentro, o Picanto aposta numa imagem mais jovem e desportiva, com um tablier de aspeto mais compacto. Isso permitiu libertar mais espaço para as pernas dos ocupantes dos lugares da frente. O ecrã do sistema de infoentretenimento surge destacado do painel, como é tendência do mercado.

O tempo também conta

Pode não ser o mais dinâmico do segmento, mas o Picanto está à vontade em ambiente urbano. O motor 1.0 com 67 cv chega para as exigências da cidade e só em autoestrada denota algumas limitações que, mesmo assim, não chegam para o deixar envergonhado. A caixa de cinco velocidades manual está bem escalonada e a direção é leve como parece gostar a clientela deste género de oferta. Para quem pretenda uma condução com ADN mais dinâmico, a gama do Picanto conta com o motor 1.2 com 84 cv. Mais aguardada é a chegada do bloco 1.0 Turbo com 100 cv, que tem lançamento anunciado para o final do ano. No percurso que fiz por Lisboa (e pelas suas artérias em obras), o Picanto mostrou-se muito fácil de conduzir e só algumas vias em pior estado revelaram uma maior dureza da suspensão (MacPherson à frente e eixo de torção atrás). Mas aí a culpa é mais da cidade que do automóvel. O diâmetro de viragem também coloca o pequeno Kia em boa evidência, apenas batido pelo Renault Twingo, que é favorecido pela plataforma com motor e tração traseiros. Destaque ainda para o sistema de vetorização de binário, uma estreia neste segmento e que, em conjunto com o ESC, trabalha para garantir a melhor estabilidade em curva.

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Equipado como os grandes

Se há tendência do mercado automóvel é que, cada vez mais, os clientes valorizam o equipamento. Todos as propostas tendem a receber equipamento que “vão buscar” aos segmentos superiores e isso também acontece no segmento A. Por isso, o Picanto conta na versão de entrada (LX) com ar condicionado manual, rádio MP3 com comandos no volante e sistema “mãos livres” por bluetooth. Na versão EX, acrescenta vidros elétricos atrás, volante e alavanca de velocidades em pele, faróis de nevoeiro e jantes de liga leve com 15”. Outra novidade é a chegada de uma versão GT Line, exclusiva para a motorização 1.2, que adota uma imagem mais desportiva e conta, entre outro equipamento, com jantes de liga leve com 16”, e luzes LED à frente e atrás.

Com os sete anos de garantia que o construtor sul-coreano oferece, o Kia Picanto tem agora ainda mais argumentos para ser bem sucedido. A nova geração perde a versão GPL, que tinha bastante sucesso no mercado português, por decisão estratégica do fabricante, mas o importador nacional acredita que os novos argumentos vão permitir manter os números de vendas de 2016. No lançamento, os preços do Picanto beneficiam de uma redução de 1400 euros.