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Pedro Passos Coelho: "O PSD nunca se demitiria de apresentar um candidato ao Porto"

Líder do PSD garantiu este sábado que não desiste mesmo quando pintam o partido das cores mais negras. Afiança que Álvaro Santos Almeida é o candidato certo para dar um futuro ao Porto, cidade onde as pessoas não se limitam a ser figurantes ou tratadas como décor

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Na Fundação Engº António de Almeida, no Porto, o líder do PSD apresentou Álvaro Santos Almeida como o candidato certo para devolver a cidade aos residentes, onde os locais não sejam “sejam figurantes nem vistas como décor”. Numa intervenção curta, Passos Coelho criticou sem mencionar os socialistas que optaram por apoiar o independente Rui Moreira em vez de assumirem uma candidatura própria.

“O PSD nunca se demitiria de apresentar um candidato próprio numa Cãmara como o Porto”, garantiu, acrescentando que entre apoiar um independente, como Santos Almeida, e desistir para apoiar um independente “é muito diferente”. No Porto, o líder do PSD não quis prestar declarações à margem da formalização da candidatura do economista Santos Almeida à Câmara do Porto, uma personalidade que refere os sociais-democratas não foram “desencantar” aos campos das faculdades, mas alguém que intervém no espaço público e na vida política da cidade.

Passos Coelho repetiu a mensagem do seu candidato, que defende que o Porto está parado, “um pouco como se passa no país, que vive da herança que recebeu, uma herança boa”. Apesar de o Porto estar na moda, o líder social-democrata frisou que é preciso agir e não só gerir as circunstâncias, que leva ao definhamento. “O porto tem de ser um centro económico mobilizador, virado para as pessoas, que não podem ser fifurantes nem serem um décor da cidade”, criticou Passos.

A cocluir Passos Coelho desejou que a candidatura de Santos Almeida seja distinta, “seja uma candidatura do povo do Porto, dos empreendedores e de futuro”.

Logo a abrir o discurso no Porto, o líder do PSD saudou Rui Rio, o ex-autarca do Porto que em novembro colocou o dedo no ar para concorrer à liderança do partido no congresso de 2018, mas avisou que não desiste mesmo quanto “pintam de negro o cenário do partido”.

Rui Rio, antes da chegada de Passos, reafirmou que mantém o que afirmou numa entrevista em novembro, ou seja que avançará no Congresso do próximo ano, se não surgir uma alternativa credível e o PSD não mobilizar até lá o eleitorado.