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Lamego: Governo confirma sexta vítima mortal

Nuno André Ferreira / Lusa

Aumentou para seis o número de vítimas das violentas explosões numa fábrica de pirotecnia em Lamego, na terça-feira, disse há momentos o secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes. Duas pessoas continuam desaparecidas

O secretário de Estado da Administração Interna Jorge Gomes confirmou ao princípio da tarde a existência de mais uma vítima mortal na sequência das explosões numa fábrica de pirotecnia em Lamego.

"Já temos seis corpos encontrados, continuamos com duas pessoas desaparecidas. Aumentámos o número de operacionais para 84 e 29 viaturas", revelou.

De acordo com Jorge Gomes, o número de entidades no terreno subiu para nove e o perímetro de buscas foi alargado, para ver se conseguem encontrar as duas pessoas que ainda estão desaparecidas.

"Neste momento, aumentámos o perímetro de busca, atendendo que o corpo [da sexta vítima mortal] foi encontrado a uma distância muito grande, que ultrapassa os 200 metros", revelou.

O perímetro de buscas é atualmente de 800 metros, com possibilidade de vir ainda a ser aumentando, se assim se justificar.

"Foi uma explosão de uma dimensão incalculável e não temos um perímetro que possamos definir, é tudo muito incerto. Vamos pesquisar e procurar, as autoridades estão muito empenhadas em tentar encontrar, seja em que diâmetro for", justificou.

Aos jornalistas, o secretário de Estado da Administração Interna disse ainda que a Medicina Legal de Coimbra e do Porto está no local "a trabalhar na identificação dos corpos".

"Esperamos, a todo o momento, que isso possa trazer algumas respostas para as famílias e também para podermos, logo que haja autorização, levantar os corpos que foram encontrados, pois é importante devolvê-los às famílias", sublinhou.

Na terça-feira à noite, o representante do Governo procedeu à visita das famílias das vítimas, com quem se voltou a encontrar hoje de manhã.

"Levei-lhes, com o presidente da Câmara de Lamego, a solidariedade do Governo e do município, e disponibilizar tudo o que podemos. Não podemos devolver a vida das pessoas, mas dar solidariedade e poder corresponder a algumas necessidades", concluiu.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa é esperado no local onde ocorreram as explosões, em Avões, estando prevista a atualização de informações após a sua partida.