Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Operações em Lamego deverão durar várias horas

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

No local encontra-se uma equipa de inativação de explosivos da GNR. Peritos querem perceber se há risco de ocorrer nova explosão

As operações em curso na zona da fábrica de pirotécnica destruída esta terça-feira por várias explosões, em Avões, Lamego, que provocaram quatro mortos, deverão durar várias horas, disse fonte da GNR.

Em declarações à agência Lusa, o comandante territorial de Viseu da GNR, coronel Vítor Rodrigues, disse que estão no terreno 25 militares da GNR, responsáveis pela operação de segurança e isolamento da zona afetada pelas explosões.

O dispositivo inclui uma equipa de inativação de explosivos do comando de Viseu, "que está a vistoriar a área afetada, para garantir que não há nada que possa explodir ou deflagrar e ser seguro entrar. Temos aqui trabalho para várias horas", indicou.

De acordo com Vítor Rodrigues, a operação da GNR destina-se também à "preservação dos vestígios" resultantes das explosões, no âmbito da investigação que será da responsabilidade da Polícia Judiciária, autoridade de investigação criminal que já tem elementos a caminho do local, adiantou.

Vítor Rodrigues afirmou ainda que há quatro mortos confirmados "que serão mais [dado ainda existirem pessoas desaparecidas], mas é prematuro dizer quantos", frisou.

O comandante territorial de Viseu disse ainda que a fábrica "ficou completamente destruída" e que na altura das explosões foram projetados objetos a vários metros de distância.
De acordo com página da Proteção Civil, às 20h50 estavam no local um helicóptero do INEM, 129 bombeiros e 47 viaturas.

O INEM disse ainda à Lusa que equipas de psicólogos estão a caminho da área do acidente.

O alerta para o incidente chegou ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu às 17h48.