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Interpol e Europol pedem ajuda a Portugal em 172 casos de terrorismo

O Daesh é uma das principais preocupações das autoridades de contra-terrorismo

D.R.

Colaboração de Lisboa com as polícias estrangeiras triplicou nos últimos dois anos, altura em que os ataques de inspiração jiadista se multiplicaram na Europa. Crimes nesta matéria desceram em Portugal

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

Nunca foi tão alta a quantidade de pedidos de ajuda e partilha de informação entre a Interpol e a Europol com as autoridades portuguesas em matéria de terrorismo. Em 2016, a Unidade Nacional da Europol abriu 153 processos relacionados com esta matéria, enquanto o Gabinete Nacional da Interpol fez o mesmo com 19 casos.

Estes números, divulgados no último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), são o espelho do que se tem passado na Europa, em que se multiplicaram os atentados de cariz jiadista. Em 2014, por exemplo, a Europol tinha aberto 51 processos em Portugal e a Interpol apenas 5.

Ou seja, os pedidos de colaboração triplicaram (no mínimo) nos últimos dois anos em casos de terrorismo.

Em Portugal registaram-se seis crimes de terrorismo, segundo o RASI. Foram menos dois casos dos que os verificados em 2015. Nos anos anteriores, nem sequer havia dados estatísticos sobre estes crimes, uma vez que eles eram residuais.

PJ é a mais solicitada

Na totalidade, entre os gabinetes nacionais das duas polícias (Interpol e Europol) foram abertos mais de 5 mil processos em 2016 em Lisboa. Os crimes contra a propriedade são os mais comuns (cerca de 1600 casos), seguido pelos de tráfico de droga, de criminalidade económica, crimes contra pessoas, falsificações ou tráfico de seres humanos.

A Polícia Judiciária é de longe a entidade mais solicitada pela Europol (343 solicitações). O SEF, a PSP e a GNR somam no total 46 pedidos de colaboração.